Três anos depois, CDP vira realidade


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MÃOS À OBRA - Operários trabalham e máquinas fazem terraplanagem em terreno onde será construído o Centro de Detenção Privisória de Franca, no City Petrópolis: espaço terá
MÃOS À OBRA - Operários trabalham e máquinas fazem terraplanagem em terreno onde será construído o Centro de Detenção Privisória de Franca, no City Petrópolis: espaço terá
As obras do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca, começadas na última semana, estão a todo vapor e a expectativa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo é que em 12 meses estejam concluídas. Até que chegasse ao atual estágio, o projeto do CDP se arrastou por anos no governo estadual. O CDP fica no terreno ao lado da Fundação Casa (Antiga Febem), nos fundos do City Petrópolis. Até a sexta-feira, a empreiteira responsável pela construção erguia o alojamento onde instalará seus funcionários e o serviço de terraplanagem, preparando o terreno para o prédio. Com o funcionamento do CDP, a atual cadeia do Jardim Guanabara passará a ter outra finalidade, ainda indefinida. São duas possibilidades mais prováveis: abrigar delegacias especializadas ou até mesmo o CR (Centro de Ressocialização), que oferece educação profissional e trabalho para os presos. O CDP resolverá pelo menos dois problemas para a Delegacia Seccional de Franca. Com o prédio concluído, a superlotação vista hoje na cadeia do Jardim Guanabara e a falta de policiais nas delegacias serão minimizadas. O CDP terá capacidade para abrigar 768 detentos. O Guanabara conta hoje com aproximadamente 430 presos, em um espaço projetado para 218. Além disso, outras cadeias, como das cidades de Pedregulho e Miguelópolis, poderão ser desativadas. “Mesmo com todos os detentos destas cidades e mais os de Franca, o CDP ainda não ficará lotado”, disse o delegado Wanir José da Silveira, assistente da Seccional. Ainda segundo Silveira, o Centro de Detenção Provisória vai resultar na liberação de aproximadamente 50 funcionários que hoje trabalham nas cadeias de Franca e região, entre eles agentes, investigadores, escrivães e um delegado. Esses servidores são funcionários da SSP (Secretaria de Segurança Pública) e o CDP ficará sob responsabilidade da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária, que deve contratar agentes. “Todos poderão ser remanejados e lotados nas delegacias da cidade e da região, ficando à disposição da Polícia Judiciária. Isso claro vai agilizar os processos nas delegacias”, disse o delegado. Com a desativação da cadeia do Guanabara, uma das apostas da Seccional seria a união de duas especializadas no mesmo prédio. DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) poderiam compartilhar do espaço. Outro projeto é montar o centro de treinamento do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil. “São planos, mas dependem do entendimento do secretário de segurança pública”, disse Wanir. O Estado pode, ainda, instalar o CR (Centro de Ressocialização) no local. Nestes centros, os presos não condenados recebem educação profissional e trabalham.

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