O sonho de construir um carro ecologicamente correto foi um dos destaques do último Salão do Automóvel, em São Paulo. Construído pela Chevrolet, o Volt é resultado de um protótipo apresentado em Detroit, nos EUA, em 2007. O chamariz do veículo é a propaganda: não utilizar uma gota de combustível e nem emitir gases tóxicos, algo comum em qualquer carro moderno.
Seu design conquista qualquer um. Caracterizado como um sedã quatro portas com tração dianteira, ele é luxuoso e tem aero dinâmica extremamente eficiente. A inclinação do pára-brisa e do vidro traseiro auxilia na redução da turbulência e do atrito. O interior alia espaço, conforto, conveniência e segurança com diversos e modernos recursos tecnológicos à disposição do motorista.
Para a montadora, o Volt inaugura uma nova era de eletrificação de automóveis. A empresa o descreve como o início de uma nova classe de veículos: o E-REV (traduzindo: Veículo Elétrico de Autonomia Estendida). O segredo é uma bateria que contém mais de 220 células de lítio-íon e proporciona 150 cavalos de potência, 37,7 kgfm de torque instantâneo e velocidade máxima de 160 km/h. Aliado a materiais de isolamento acústico especiais, o Volt se constitui em um dos mais silenciosos durante a direção.
É justamente aí que se encontra sua limitação. A autonomia é de apenas 64 quilôme tros, o que segundo a Chevrolet americana não seria problema, pois seu público alvo mora, em média, a 30 quilômetros do trabalho (restaria metade da autonomia do veículo diariamente).
A bateria pode ser carregada em uma tomada doméstica de 220 V ou 110 V. Para a primeira, são necessárias três horas de carregamento, enquanto na segunda o dono do carro deve esperar em torno de oito. Mesmo assim, a Chevrolet avalia que carregá-lo uma vez por dia consumirá menos energia elétrica por ano do que geladeiras ou refrigeradores.
O curioso vem depois. Como é absolutamente impossível andar em um carro que faça somente 60 quilômetros de percurso, a fábrica “inventou” uma forma interessante de aumentar a autonomia do veículo. Quando a energia da bateria se esgota, um gerador de motor movido a gasolina fornece eletricidade contínua e a limenta a unidade de tração elétrica do carro enquanto também prolonga a carga da bateria, estendendo a autonomia para quanto for necessário.
A idéia é torná-lo viável a partir de 2010. A matriz americana negocia com fornecedores para ter a bateria necessária em escala industrial. Seu peso seria de 181 quilos contra os 1.500 do automóvel. É esperar para ver. O futuro pode estar próximo.
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