Segunda chance: desta vez, acerte na escolha


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As horas não passam. O salário não dá. O ambiente é muito quente. A sala é muito fria. O trabalho é chato. O patrão não reconhece. A empresa é longe. Falta prazer na execução das tarefas diárias. Se você se identificou com algumas das situações ou se vive fatos semelhantes em seu trabalho, talvez seja o momento de virar o jogo. A descrição é uma síntese de indícios de que a rotina no emprego não anda nada bem. A solução pode estar na atitude de se mexer e colocar em prática as verdadeiras aptidões profissionais. Alguns casos de sucesso comprovam a eficiência da mudança. A cantora Fernanda Belchior de Souza, a Nanda Bel, 20, conta que abandonou o curso de jornalismo para seguir a carreira de cantora. “Foi uma decisão bem difícil. Eu gostava, tinha feito muitos amigos, mas desde a primeira vez que eu subi no palco, amei, me apaixonei e percebi que gostava mais de cantar”, afirma a cantora, que acaba de gravar o seu primeiro DVD. Convicta de que fez a escolha certa, a cabeleireira Eliana Tomé Dias, 23, também decidiu mudar de vida. Ela deu adeus ao consultório odontológico onde estagiava e pretendia um dia ter uma sala para chamar de sua e abriu um salão de beleza. “A roupa continua sendo branca, mas troquei os dentes pelos cabelos”, diverte-se Eliana no salão onde emprega outras três profissionais. Entretanto, os casos de sucesso não devem cegar a razão de quem ainda não se decidiu pela mudança. Personalidade, relacionamento, maturidade são características que devem ser observadas para que se busque a satisfação profissional. Segundo a psicóloga Irene Rodrigues de Andrade, o auto-conhecimento e um planejamento cuidadoso deve anteceder a qualquer decisão. “A pessoa deve saber muito bem o que realmente ela gosta de fazer, o que ela tem competência para fazer”. Para Irene a solução pode estar ainda na mudança gradativa. “Se eu quero ter um negocio próprio e não tenho dinheiro, posso começar a fazer isso aos poucos. Posso começar a trabalhar aos finais de semana com a atividade escolhida - que pode ser fazer pastel ou cuidar de crianças, por exemplo - até eu ter condições de aumentar isso”, disse a psicóloga, enfatizando que não vale a pena viver infeliz no trabalho. “A pessoa acaba sendo demitida”. ORIENTAÇÃO Com jovens estudantes não é diferente. Por falta de auto-conhecimento, influência da família, do namorado, da moda, da mídia, por questões financeiras, medo, insegurança ou tantos outros motivos, o vestibulando acaba optando pela carreira errada no momento de cursar a universidade. O resultado pode ser uma mistura de angústias e frustrações. A orientação profissional, nestes casos, ganha caráter de essencialidade para que a escolha possa ser mais acertada. A ajuda de um especialista também pode ser a solução para quem segue infeliz para o trabalho todos os dias, optou pela mudança, mas não sabe por onde começar. “Uma das maneiras da pessoa descobrir qual o melhor caminho é fazer um processo profissional para a redefinição da carreira. As próprias universidades e faculdades oferecem isso aqui em Franca. O processo é para que você pense em você para se reconhecer”, afirmou a psicóloga.

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