Deixe sua casa protegida por menos de R$ 2 mil


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Cada vez menores e mais em conta, câmeras ajudam na proteção da residência. Com tecnologia por infra-vermelho, é possível filmar e ter imagens de qualidade até no escuro
Cada vez menores e mais em conta, câmeras ajudam na proteção da residência. Com tecnologia por infra-vermelho, é possível filmar e ter imagens de qualidade até no escuro
Como toda cidade em desenvolvimento, Franca enfrenta o problema da insegurança, principalmente no que se refere a furtos em residências. Eletrodomésticos, roupas, dinheiro e outros pertences, quando menos se espera, são levados em momentos de descuido dos moradores. No fim das contas, a vítima fica tão assustada que até pensa em se mudar, porque já não reconhece ali um lugar seguro para ficar. Segundo dados divulgados pelo Comércio da Franca, em 2007 a Polícia Civil registrou 889 ocorrências de furtos em residências, numa média de 74 por mês, ou seja, quase 3 casas invadidas por dia. Isso sem contar os casos em que não há registro da ocorrência. A grande incidência de casos tem chocado muita gente que acaba procurando serviços especializados em monitoramento residencial. Sem contar que possuir um sistema eletrônico diminui significativamente os custos com seguro residencial. De acordo com Gustavo André, diretor de marketing da Black Out, o crescimento do mercado e da população aumenta a necessidade de segurança. “Franca cresceu muito e outubro foi um dos melhores meses nossos, com um crescimento de 30% na procura pelos nossos serviços”, disse. Segundo Gustavo, a grande maioria dos clientes, 60%, é instigada a comprar um sistema de monitoramento ou porque já sofreu algum tipo de atentado ou porque teve amigos e familiares que passaram por algum tipo de situação parecida. De acordo com Luiz Henrique da Silveira, um dos proprietários da Scala, esse aumento pode ser observado de outra maneira. “Temos notado isso acontecer, tanto que surgiram várias empresas no setor em Franca”, afirma o empresário. Ele estima, com base em seu faturamento, que tenha havido um aumento de 25% na procura por serviços de segurança eletrônica. Atualmente instalar um sistema completo de segurança pode não ser tão caro quanto parece, desde que sejam escolhidos os equipamentos que se adeqüem a cada realidade. Ao passo que a tecnologia está mais aperfeiçoada, os custos também caíram, mesmo com as oscilações do dólar em tempos de crise mundial. A cerca elétrica, primeiro obstáculo do invasor, custa em média de R$ 220 a R$ 1 mil. “É bastante usada hoje porque dá uma sensação muito grande de segurança para o dono e impõe dificuldade maior ao bandido”, explica Luiz Henrique, que atenta para a necessidade de se fazer a instalação sempre sob a orientação de um engenheiro. Além disso, a cerca deve ter uma altura mínima de 85 centímetros. Em seguida, o ideal é instalar um sistema de alarme monitorado, para garantir que alguém será comunicado sobre a invasão. O custo total pode variar de R$ 700 a R$ 1 mil. Além disso, existe uma mensalidade a ser paga, de R$ 40 a R$ 70. Os valores mudam conforme o tipo de transmissão: via linha telefônica, rádio ou internet. O rádio é mais vantajoso pela facilidade e preço - não tem custos com operadora, por exemplo, como a internet. [FOTO2] Por pouco também é possível instalar sensores em portas e janelas. Os equipamentos sem fio são os mais baratos e custam cerca de R$ 20. Mas para que valham a pena é preciso colocá-los em todas as entradas da casa. Além disso, são muito usados os sensores de movimento em ambientes estratégicos. “O ideal é colocá-los em pontos de maior circulação, como o corredor de acesso aos quartos e a sala-de-estar e devem ser ligados apenas quando os moradores não estão em casa”, recomenda Luiz Henrique. Além dos equipamentos que já foram citados, existem outros que também podem ajudar bastante, como travas para portões eletrônicos, câmeras com sistema infra-vermelho, sensores de corte de linha telefônica e discadores automáticos de emergência (confira produtos no Guia de Compras).

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