Homens com idades entre 18 e 25 anos representam a maior parte dos mortos em acidentes de trânsito em Franca e cidades da região. Correspondem a 34% de um total de 84 ocorrências registradas desde o início deste ano. Foram 29 mortes nesta faixa etária, sendo que 22 das vítimas eram do sexo masculino.
O levantamento, feito com base no banco de dados da editoria de Polícia do Comércio, aponta ainda que, das 29 mortes, 14 ocorreram em acidentes envolvendo motos; duas se relacionam a ciclistas e nas 13 restantes os desastres foram com carros. Do outro lado da estatística, não houve morte envolvendo crianças com idades entre 0 e 12 anos.
A diferença entre o número de homens e mulheres que morreram em acidentes de trânsito em Franca é gritante. Enquanto foram registradas 64 vítimas fatais do sexo masculino, 20 mulheres perderam suas vidas nas ruas ou rodovias da região.
Apesar do número de mortes ser menor, a faixa etária mais representativa entre as mulheres mortas no trânsito também é entre os 18 e 25 anos, com sete mortes registradas, ou 35%. Na seqüência surgem as mulheres com idades entre 41 e 60 anos e as que têm mais de 60 anos, com cinco vítimas em cada.
MAIS OUSADOS
Para o sargento Ranuzzi, responsável pelo patrulhamento de trânsito da Polícia Militar, o motivo da maioria dos casos envolver vítimas jovens se deve à imprudência com que muitos deles conduzem os seus veículos. “São jovens que acreditam que sabem dirigir. Eles confiam muito no veículo, que por sua vez não oferece as condições que o motorista acredita que ele tenha. Além disso, são mais corajosos: dizem ‘eu posso’ e extrapolam”, disse.
Em relação à proporção entre os sexos masculino e feminino, Ranuzzi disse que os homens representam a maior parte dos motoristas e cometem mais infrações, por isso, tendem a sofrer mais acidentes. “A maioria dos infratores de trânsito é homem. As mulheres também praticam irregularidades, erram em diversos aspectos, mas o homem é o recordista. Ele é realmente abusado neste aspecto”.
O secretário de Governo do município, Odair Tristão, responsável pela Divisão de Trânsito, disse, recentemente, estar preocupado, em especial, com o número de acidentes com motos que resultam em mortes. “O motoqueiro é quem mais deveria prestar atenção e obedecer (à sinalização), pois em um acidente com carro é sempre ele que levará a pior”.
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