A expectativa de conseguir um bom emprego com menor investimento de tempo e dinheiro é o que leva muitas pessoas a optarem por um curso técnico no lugar da graduação. É o caso de Adílson Paulino, um dos candidatos ao vestibulinho para eletrotécnica do Colégio Industrial. Aos 35 anos, ele já trabalhou como vigilante e agente funerário.
Atualmente desempregado, pretende, após concluir o curso, prestar concurso para empresas como a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) e a Usina de Furnas. "Quero um emprego de melhor qualidade", disse Adílson, que com a formação técnica espera também dar um salto quantitativo na vida profissional. "No meu último trabalho, ganhava em torno de R$ 600. Se eu conseguir passar em um dos concursos, vou receber um salário de R$ 2 mil, no mínimo".
Para o candidato, o curso técnico tem muitas vantagens em relação aos de nível superior, que são mais caros e, em geral, duram mais tempo. "Não tenho planos de fazer faculdade agora. Ultimamente tenho visto muitas reportagens falando que o ensino técnico oferece mais chances de emprego. Então decidi focar nisso. É um tipo de ensino que está mais ligado ao mercado de trabalho, porque é próprio para a formação de mão-de-obra", disse Adilson.
E foi dentro de casa que ele teve o exemplo de um diploma universitário, hoje em dia, não é mais sinônimo de emprego garantido. "Meu irmão se formou em Direito há dois anos e trabalha como vendedor. Não está compensando investir em faculdade nesse momento. Até quero fazer um dia, mas agora acho que as Etecs são a melhor opção", disse.
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