Férias! Praia! Sol! É hora de mudar de cor. Do reluzente branco escritório para um dourado moreno jambo. Delicioso... É claro que seus planos incluem relaxar o corpinho na areia da praia ou em uma espreguiçadeira à beira da piscina e lagartear ao sol. Em momentos como esse, pouca gente se lembra dos prejuízos que os raios solares causam à pele. Para a maioria, um corpo bronzeado parece mais saudável, além de infinitamente mais bonito que o branco fantasmagórico.
Pois saiba que a Sociedade Brasileira de Dermatologia condena qualquer tipo de bronzeamento. De acordo com a dermatologista francana Eny Mendonça, quando a pele muda de cor, na verdade, ela está emitindo um sinal de alerta. "A cor bronze é produzida em resposta à agressão do sol à pele. Ela estimula a produção de melanina que funciona como um filtro natural e dá aquele tom que todo mundo acha lindo", explicou.
E a vermelhidão, a ardência, as bolhas e o descascado? Tem gente que sofre muito na tentativa de chegar ao `bronze` perfeito. De acordo com a dermatologista, esses sintomas são fruto de uma segunda possível reação da pele à exposição exagerada ao sol.
"Isso acontece principalmente com quem é mais branquinho, porque as células não têm a mesma capacidade de produzir melanina que as peles mais morenas e, portanto, estão mais desprotegidas". A cor avermelhada é causada pela dilatação dos vasos sangüíneos em um processo de inflamação, às vezes até com perda de líquido que forma terríveis bolhas...
Mas em um País tropical e ensolarado como o Brasil, com mais de 7 mil quilômetros de orla marítima, é difícil ficar longe do `astro rei`, não é? Principalmente nas atividades ao ar livre, como a pelada do fim de semana, o chope no clube, etc. As recomendações são simples: escolha um horário antes das 10 e depois das 16 horas e proteja-se.
"O ideal é que o filtro solar seja usado diariamente, porque qualquer exposição à luz solar é prejudicial e cumulativa. As células da pele têm a capacidade de lembrar de todo o sol que a gente toma durante a vida. Enquanto ela consegue absorver os danos, ela fica quietinha. No entanto, quando ela esgota essa capacidade, surgem problemas como o câncer, manchas e envelhecimento precoce", disse Eny.
E quando isso vai acontecer com você? É impossível prever. Tudo depende do quanto de sol você toma diariamente e da cor natural de sua pele. Para dar uma pista aos mais jovens, a sociedade Brasileira de Dermatologia colocou em seu site (www.sbd. org.br) uma calculadora de risco para câncer de pele. Dê uma espiada, veja qual é a sua chance de sofrer com a doença e aprenda a se proteger.
ALTERNATIVAS
Além do bronzeamento natural, você também pode "fritar" em aparelhos de bronzeamento artificial. Eles funcionam com lâmpadas especiais de radiação ultravioleta (UVA). Apesar de elas não serem proibidas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda o uso das câmaras para fins estéticos, pois acredita que elas podem trazer prejuízos à saúde. Em Franca, encontramos várias funcionando normalmente.
Há ainda o bronzeamento artificial através de cremes autobronzeadores. "Esse tipo de produto talvez seja o meio menos problemático de mudar a cor da pele, mas deve ser aplicado com cuidado para evitar manchas", concluiu a dermatologista.
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