Escorpiões amarelos ‘brotam’ do asfalto no Jd. Consolação


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TEMEROSAS - Da esquerda para a direita, Ione Marques Faria e Caroline de Sousa Silva seguram vidros com vários escorpiões. Na seqüência, Fernanda da Silva Limonti, com seu bebê no colo, e Giulianne Sousa Silva observam o bue
TEMEROSAS - Da esquerda para a direita, Ione Marques Faria e Caroline de Sousa Silva seguram vidros com vários escorpiões. Na seqüência, Fernanda da Silva Limonti, com seu bebê no colo, e Giulianne Sousa Silva observam o bue
A descoberta de uma colônia de escorpiões amarelos dentro de um bueiro localizado na Rua Frederico Ozanan, altura do cruzamento com a Rua Venezuela, tem levado pânico a moradores do Jardim Consolação. Dezenas deles foram capturados e colocados em vidros com álcool e pelo menos uma centena já teria sido queimada nos últimos dias pelos próprios vizinhos. Indignados, os moradores procuraram a Visam (Vigilância Sanitária Municipal) em busca de ajuda. A resposta que obtiveram é que a área será inspecionada e que, se os agentes julgarem necessário, será solicitada a limpeza do bueiro, já que não existe inseticida contra escorpiões. O problema é que não foi marcada data para esta ação (leia mais no apoio). Uma das prováveis causas da infestação é a proximidade do local com o Cemitério da Saudade, onde são encontradas muitas baratas, o alimento preferido dos escorpiões. A universitária Giulianne de Sousa Silva, 20, e seus familiares - seis adultos e um bebê -, são os que mais sofrem. A residência deles fica em frente ao bueiro que os escorpiões escolheram para se instalar. Segundo Giulianne, o problema começou a se intensificar há um mês. De lá para cá, a presença dos bichos tem sido cada vez mais constante. “A gente jogou fogo dentro do bueiro e uns 50 saíram ‘pulando’. Nós ligamos para a Vigilância Sanitária e eles falaram que não tinha jeito de acabar com os escorpiões porque não há veneno para matá-los”, disse a jovem. Ione Marques Faria, 58, pedagoga, residente na Rua Venezuela há 17 anos, declarou que sempre foi possível encontrar escorpiões em algumas épocas do ano, mas que a incidência, agora, está acima do normal. “Eu nunca viu tantos juntos. É horrível a sensação”, afirmou. A cabeleireira Fernanda da Silva Sousa Limonti, 26, que é vizinha de frente da pedagoga, disse ter ficado chocada ao testemunhar, na noite de segunda-feira, a quantidade de escorpiões retirados do bueiro. “Um ‘cara’ entrou na tubulação e falou que tem um ninho lá dentro”. MUITA DOR Segundo o professor Iucif Abrão Nascif Júnior, do Programa de Mestrado em Promoção de Saúde da Unifran, o escorpião não tem por hábito atacar humanos, a não ser que se sinta acuado, o que ocorre quando ele está escondido em uma peça de roupa ou calçado que vai ser usado. A picada é mais perigosa se ocorrer em crianças, pessoas alérgicas ou com histórico de doenças cardíacas.

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