Polícia desmancha ‘fábrica’ de softwares piratas


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MILHARES DE CDS - Delegado do 1º Distrito Policial, Djalma Donizete Batista, ao lado dos CDs “matrizes” que originavam as cópias piratas: “É um acervo incomum”
MILHARES DE CDS - Delegado do 1º Distrito Policial, Djalma Donizete Batista, ao lado dos CDs “matrizes” que originavam as cópias piratas: “É um acervo incomum”
Investigadores do 1º DP (Distrito Policial), em uma ação conjunta com os agentes do Centro de Inteligência da Polícia Civil de Franca, estouraram ontem um esquema de fabricação e venda de softwares piratas na cidade. Os produtos eram enviados para todo o País pelos Correios, após a comercialização pela internet. Em alguns casos, programas originais, que chegam a custar R$ 7 mil, eram vendidos por R$ 20. O analista de sistema MVC, 32, foi indiciado pelo crime de violação de direitos autorais. A polícia descobriu o esquema enquanto investigava outro caso, da prisão da mulher de MVC, DASC, 29, que tentava utilizar documentos falsos para comprar em lojas da cidade. Durante a investigação, chegaram até a “fábrica” de produtos pirateados. Ela está presa na Cadeia de Batatais e deverá responder por estelionato e também violação de direitos autorais. O marido nega que esteja envolvido na falsificação e venda dos softwares. DASC assumiu, na polícia, toda a responsabilidade. A versão de MVC não convenceu a polícia. “Nós temos plena convicção que na verdade os dois sabiam perfeitamente o que estava acontecendo”, disse o delegado do 1º DP, Djalma Donizete Batista. Em uma casa no Bairro São Joaquim, onde o casal morava, a polícia encontrou uma série de matrizes de programas de softwares, jogos e DVDs, que eram utilizados para serem copiados e enviados aos clientes. No endereço da internet, o catálogo conta com quase 10 mil títulos, com algumas versões de programas que ainda nem foram lançadas no mercado brasileiro. A quantidade e variedade de mídias surpreendeu os policiais. “Nós conversamos com técnicos de informática e tomamos ciência que esse acervo é incomum”, disse o delegado. No site da “empresa” (www.cdsoft3000.net), consta que “as cópias citadas são exclusivamente para avaliação e testes, não podendo sob qualquer pretexto serem usadas comercialmente”. Para a polícia, o objetivo era tentar desqualificar o ato criminoso. [FOTO2] VASTA CLIENTELA Além das mídias, foram encontrados envelopes prontos para serem colocados no Correio de clientes interessados nos produtos piratas. Entre as cidades de destino das “encomendas” estão Formiga (MG), Itaú de Minas (MG), Pelotas (RS), Caldas Novas (GO), São Paulo (SP), Manaus (AM) e Joinville (SC). De acordo com o delegado Djalma, há provas suficientes para que o casal responda a dois inquéritos policiais, um por estelionato e outro por violação de direitos autorais.

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