Mensalidades escolares ficam até 12% mais caras


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Pais com filhos que estudam em escolas pagas devem preparar o bolso. As unidades de ensino particular de Franca vão seguir tendência nacional e aumentarão suas mensalidades para 2009. Elas têm autonomia para fazer os reajustes e calculam o valor com base em seus custos. Por isso, o percentual oscila de um estabelecimento para o outro. Em média, o aumento será de 8 %. O valor está abaixo da média nacional prevista, que é de 10%. A crise econômica e a inflação registrada no período são as justificativas para a correção nos valores. As escolas só podem aumentar os preços uma vez por ano e os valores das mensalidades têm de ser estipulados até 45 dias antes do início das aulas. Na hora de fazer o cálculo, são analisados custos com novos equipamentos pedagógicos, cursos de formação, contas fixas e a folha de pagamento de professores, corpo técnico e administrativo. Segundo informações do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Franca conta com 80 escolas particulares de educação infantil, fundamental e ensino médio. São cerca de 14 mil alunos. Na tarde de ontem, a reportagem falou com os responsáveis pelas maiores unidades de ensino da cidade e todos afirmaram que vão reajustar suas mensalidades. Apenas um estabelecimento se recusou a divulgar a informação solicitada. O menor índice apresentado foi de 5%, enquanto o maior foi de 12%. "Realizamos um conjunto de ações estratégicas para que as nossas famílias, a maioria da classe média, possa arcar com os valores financeiros. Concluímos que 5% daria para alcançar o que a gente precisa para manter um ensino de qualidade. Todos os nossos custos aumentaram", comentou Ana Regina Mange Contart, diretora da Toulouse Lautrec. Luíza Marson Guidi, proprietária do Liceu de Ensino, informou que reajustará o valor das mensalidades em 7% por causa da inflação e do conseqüente aumento do preço dos materiais escolares distribuídos pela escola e das despesas com contas de água, luz e telefone. "Este acréscimo também já antecipa o dissídio dos salários dos professores, que acontece no mês de março. Como as escolas não podem fazer reajustes durante o ano, já embutimos o preço agora". O diretor-financeiro do COC, Alex Fernandes Pimenta, comentou que a escola repassou apenas o índice da inflação no ano passado e que terá de reajustar as mensalidades em torno de 10% para recuperar as perdas. "Com a alteração no supersimples, tivemos um acréscimo na carga tributária. A crise econômica reflete nos pagamentos. Desde julho, os atrasos aumentaram muito. Em cinco anos, nunca tivemos uma inadimplência tão grande". José Augusto Lourenço, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares e do Sieeesp, afirmou que a inadimplência média no Estado, até outubro, foi de 9,15%. Colaborou Paula Faciroli

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