Morreu no domingo, dia 9, no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Franca, após longo tratamento contra câncer, o delegado Gilberto José Tadeu Frejuello. Tinha 57 anos. A doença foi diagnosticada há dois anos, durante exames de rotina. De lá para cá, submeteu-se a constantes sessões de rádio e quimioterapia, mas o avanço da doença foi irreversível. Esteve internado por vários dias nas duas últimas semanas. Na quinta-feira passada, teve ligeira melhora e recebeu alta. Voltou a receber hospitalização, mas perdeu a batalha.
Era natural de Araraquara, filho de Cármino Pedro Frejuello e Maria Fernandes Frejuello. Foi casado com Zenaide de Morais Frejuello. O casal teve três filhos, Flávio, João Paulo e Marília, dois formados em Medicina e um ainda cursando.
Iniciou carreira na Polícia Civil em 1976. Transferido para Franca, atuou como delegado em vários distritos até se tornar assistente da Seccional local, atuando com o titular da época, Amir Antônio Miguel.
Foi efetivado como titular do 1º Distrito Policial em março de 1995. Permaneceu atuando até sua morte. Nos últimos meses, em função do agravamento da doença, pediu afastamento e foi indicado novamente como Delegado Assistente da Seccional.
Tinha perfil considerado detalhista e dedicado ao serviço público. Presidia e relatava inquéritos antes que os prazos determinados por lei, expirassem. É conhecida a obstinação que demonstrava em ir fundo nas questões que cuidava. Funcionários da área administrativa da Seccional afirmaram ao Comércio que “o Dr. Frejuello foi um policial determinado e que levava muito a sério sua atuação”. Nos últimos meses estava afastado das atividades de rotina em função da doença, mas certamente, deixa seu nome marcado na história da Polícia Civil.
O corpo foi velado e sepultado ontem no Cemitério de Guariba, cidade onde tinha familiares.
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