Quase 60% dos jovens francanos trabalham


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Uma pesquisa do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas) concluiu que os jovens de Franca estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho. Na faixa etária de 15 a 21 anos, que representa 13,23% da população local, mais da metade deles trabalha e estuda. São 59,56%. É o mesmo que dizer que, a cada dez jovens nesta faixa etária, seis trabalham. O levantamento mostra que o percentual de jovens ativos está ligado ao grau de escolarização e programas de qualificação profissional no mercado de trabalho brasileiro. Quanto mais se estuda, inclusive com cursos de especialização, mais fácil fica a inserção numa vaga de trabalho. O estudo não informa se, na porcentagem de empregados, estão incluídos estagiários. Pelos dados da pesquisa, os jovens francanos nesta faixa de idade estudam 8,25 anos e têm uma freqüência escolar de 54,77%. O tempo de escola é maior que de 20 capitais brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, Goiânia e até a capital do País, Brasília. No Estado de São Paulo, ela fica à frente de cidades como Guarulhos, Campos do Jordão e Pirassununga. Para Geraldine Menezes, gerente da Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania de Franca), os números mostram uma realidade da cidade. À frente da instituição há 15 anos, Geraldine disse que o número de jovens interessados em cursos extras para ajudar no currículo aumenta a cada novo processo seletivo. No último, ocorrido em outubro, mil candidatos disputaram 350 senhas para inscrições no curso de auxiliar administrativo de 2009. "Os jovens querem estudar, pois sabem que só pelo estudo conseguem um bom trabalho e aqui é um lugar que eles buscam para trilhar esse caminho". A Esac atende 700 jovens, de 14 a 16 anos, por ano com cursos de auxiliar administrativo, informática e reforço escolar. Destes, 70 trabalham como menores aprendizes em lojas, escritórios e fábricas da cidade. O jovem Tiago Veiga Pereira, 16, faz parte desse montante. Há três meses, depois de passar por um curso da Esac, conseguiu um emprego de crediarista numa loja varejista do Centro de Franca. O peso do curso no currículo, segundo ele, foi determinante para conquistar a vaga. "Estudar faz a diferença, você fica mais preparado para o trabalho. Quando se pode conciliar os dois, é ainda melhor. Dignifica a pessoa", disse. Pereira está no 2º do ensino médio. Esse é o primeiro emprego registrado do jovem, antes trabalhou como garçom e DJ. Diretor da Ecofran (Associação de Ecologia e Pesquisa de Franca), responsável pelo CSJ - Consórcio Social da Juventude, o professor Antônio Mauro interpreta o dado de forma diferente. Ele diz que o jovem está empregado, mas de maneira irregular. "É um trabalho não reconhecido, com salário inferior, por outro lado, o jovem tem interesse, quer e precisa trabalhar, em algumas situações até porque os pais não conseguem mais espaço no mercado de trabalho". No CSJ, há 440 jovens de Franca em oito cursos de formação específica. O índice de empregabilidade é de 2,4% e o de estágio 9%.

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