A casa de oração


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Neste domingo, celebramos a festa da dedicação da Basílica do Latrão. Trata-se da primeira catedral dedicada a São João Batista e a São João Evangelista, no morro do Latrão, em Roma no século IV. Esta foi, durante muito tempo, a igreja do bispo de Roma, o Papa. Mesmo geograficamente distante desta igreja, celebrar a sua dedicação, traduz a comunhão que deve existir entre todas as nossas Igrejas, pois “a Igreja é destinada a ser no mundo sinal e instrumento, sacramento da comunhão de todos os povos com Deus e entre si.” (Lumen Gentium, 148). A primeira leitura relata um sonho do profeta Ezequiel. No momento se encontra no exílio da Babilônia, longe de Jerusalém e do templo que fora construído por Nabucodonosor. O templo era uma instituição venerada e respeitada. O templo é a presença de Deus no meio do povo, trazendo-lhe o dom da vida, que é abundante. Na segunda leitura, a 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios, nos é revelado que o novo templo não é uma casa e sim a comunidade cristã, consagrada, porque nela reside o Espírito. Na comunidade cristã habitam o Espírito de Deus e Jesus Cristo. A comunidade é santa porque Deus a consagrou para ser uma no Espírito de Jesus Cristo, seu alicerce e fundador. No evangelho, Jesus quer purificar o templo que se transformara em lugar de comércio, de troca de moeda, de exploração do povo pobre e de enriquecimento da classe sacerdotal. Jesus chega a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa e expulsa do templo os abusos, o roubo, a ganância e também os próprios animais que serviriam ao sacrifício. Simbolicamente, ele expulsou o culto ali praticado. Sua atitude se assemelha a um protesto profético contra a profanação da casa de Deus. Sua atitude será lembrada na época em que o Império Romano (ano 70 d. C), destruiu o templo. O principal recado de Jesus era sobre o templo messiânico, pois, ele falava do seu corpo morto e ressuscitado. Nós cristãos compreendemos que a Igreja é o corpo de Cristo, novo templo da presença de Deus no mundo. Jesus substitui o templo de pedra por seu próprio corpo e, a partir dai, o verdadeiro templo de Deus passa a ser a pessoa. A Igreja (construção material) não é apenas um lugar onde a comunidade se reúne para rever, celebrar e projetar a vida e a ação que vai realizar a partir do compromisso com o projeto de Deus revelado em Jesus, e este projeto é a “salvação de todos”. Quando nos reunimos para rezar, Jesus está em nosso meio. O templo ou igreja que também é chamado de “espaço celebrativo”, quando os irmãos ali se reúnem, ali está a mesa da Palavra, ali se encontra a mesa da Ceia e ali está a cadeira de quem preside: tudo é sinal da presença de Cristo; pois é ele quem aí fala, dá-se em alimento, preside a comunidade reunida em oração, nos faz passar da morte para a vida e “permanecer conosco para sempre”. Neste domingo toda a liturgia nos leva a reforçar nossos compromissos batismais, de discípulos missionários, com a comunhão e a participação de todos em nossa Igreja, sendo sinal da nova humanidade e instrumento a serviço da fraternidade, da solidariedade, da justiça e da paz universal. Com a celebração da Basílica de Latrão lembramos que a Igreja de Cristo não nasceu de improviso, por uma resolução e iniciativa repentina de Cristo. Ela foi preparada desde o princípio do mundo. É por meio do sangue de Jesus, que Deus fez conosco uma Nova e Eterna Aliança. Do pequeno rebanho de discípulos nasceu por obra do Espírito Santo um novo povo de Deus. Este povo é a Santa Igreja, que sempre se multiplica e renova, reunindo homens de todas as nações e de todos os tempos. É o Espírito Santo que suscita sempre nova vida na Igreja. O Espírito Santo permanece constantemente na Igreja e nela exercerá sua ação até o fim do mundo. Sob sua assistência a Igreja conserva o Evangelho em toda sua pureza e integridade e prega-o sem perigo de errar nos seus ensinamentos da fé e da moral. Ele santifica a comunidade dos fiéis e comunica-lhe a plenitude da graça, dirige a Igreja através das dificuldades, perseguições e perigos, até ela alcançar a glória definitiva. A IGREJA EM FRANCA A Paróquia Nossa Senhora da Conceição foi criada no dia 29 de agosto de 1805. É a mais antiga da cidade. A devoção à Imaculada Conceição chegou através dos padres responsáveis pela evangelização e catequese daqueles tempos, que vinham de São José do Rio Pardo, Caconde e região. A história desta Igreja teve, por décadas, a influência dos padres agostinianos. Em 1971, o Papa Paulo VI criou a Diocese de Franca, nomeando seu primeiro bispo, Dom Diógenes. Hoje, a cidade de Franca, possui 13 paróquias e na Diocese, o total de 30 paróquias. EM ASSEMBLÉIA DIOCESANA Atendendo aos apelos do nosso tempo no tocante à evangelização, a Igreja sempre quer corresponder melhor no seu trabalho de formação de discípulos e missionários. Um dos mecanismos que encontra é a realização de assembléias paroquiais e diocesanas. O objetivo é rever a caminhada de fé, melhorar o que é necessário, pedir perdão pelas falhas e, à luz do Espírito de Deus, pensar na continuidade da evangelização. PENSAMENTO “Como pedras vivas, formai um templo espiritual, um sacerdócio santo” ( 1Pd 2,5) José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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