Avô pede ajuda para internar neto viciado


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DROGA - Os avós do adolescente de costas para a janela sem vidro, na casa onde moram. Janela foi quebrada pelo neto, usuário de crack
DROGA - Os avós do adolescente de costas para a janela sem vidro, na casa onde moram. Janela foi quebrada pelo neto, usuário de crack
Sem ter terminado o ensino fundamental (ele parou na 5ª série), com o pai preso e a mãe numa nova família, um jovem de 14 anos começou, aos 11, a consumir drogas e causar problemas para os avós paternos com quem vive numa casa no Bairro Cidade Nova, em Franca. Ontem, o avô AV, de 54 anos, que trabalha como barbeiro, resolveu dar um basta e pedir ajuda para as autoridades. Ele quer internar o neto viciado em crack antes que uma tragédia aconteça. O avô diz que o adolescente está violento e tem destruído toda a casa. Portas, vidros, paredes e janelas são apedrejados, riscados e quebrados. Nos atos de fúria, até os vizinhos são vítimas. Garrafas pets com urina e ovos acabam arremessadas pelo muro. "Não temos mais condições de criá-lo. Ele está louco. Pede dinheiro o tempo todo para comprar drogas e nós não estamos conseguindo alimentar esse vício". AV disse ter gasto mais de R$ 1,5 mil para trocar os vidros de uma casa onde morava. Celulares, televisão e outros eletrodoméstico também foram subtraídos de dentro de casa para comprar crack. "Ele vende tudo que está a seu alcance. Foi preciso colocar grades nas janelas, esconder as louças da cozinha e os móveis e trancar toda a casa. Caso contrário, ele troca por droga". Na última semana, o jovem teria ameaçado o avô com uma faca de cozinha. A avó, que trabalha numa escola estadual, foi empurrada e recebeu uma cusparada no rosto. Segundo os familiares, ninguém consegue deter o menino. Para os avós, o neto teria começado nas drogas por influência do próprio pai que fazia uso de entorpecentes na frente do filho. Primeiro foi a maconha, depois a cocaína e mais recentemente o crack. A família acredita que o garoto está no fundo do poço, mas ele não reconhece e se recusa a ser ajudado. A família diz ter feito diversos pedidos de internação para o adolescente, mas nenhum teria sido atendido. "Dizem que não têm o que fazer". Eles teriam recorrido ao Conselho Tutelar, Caps (Centro de Atenção Psicossocial), Polícia Militar e Ministério Público. "Quero o melhor para ele e, na situação que está, acredito que a melhor solução é um tratamento digno e especializado", disse o avô. Ontem, o menino teria chegado em casa de madrugada após passar mais de 12 horas na rua. Em outras ocasiões, ficou três dias sem dar notícias. "Estamos desesperados".

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