Comerciantes fazem carreata contra proibição


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BUZINAÇO, FOGOS E MUITA REVOLTA  - Carreata de comerciantes que protestavam contra a proibição do uso de espaços públicos passa pela Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso
BUZINAÇO, FOGOS E MUITA REVOLTA - Carreata de comerciantes que protestavam contra a proibição do uso de espaços públicos passa pela Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso
Mais de 20 proprietários de trailers e lanchonetes que comercializam alimentos em espaços públicos em Franca - que a partir da próxima semana serão obrigados a desocupar os locais - fizeram uma carreata na manhã de ontem contra a determinação do Ministério Público. Os manifestantes pararam em frente à Prefeitura e foram recebidos por alguns vereadores. Alguns se disseram favoráveis ao protesto (leia mais no apoio). Idealizador do protesto, Noede Araújo, o “Nonô”, era um dos mais exaltados. Do alto de um trio elétrico e com microfone em mãos, não economizou críticas ao promotor Fernando Andrade Martins, autor da determinação, e também ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB). “Vocês estão tirando o pão da mesa de dezenas de famílias francanas. Somos honestos e só queremos garantir nosso direito de trabalhar”, disse. A fim de evitar manifestações mais exaltadas, a segurança foi reforçada no Paço Municipal com vários homens da Guarda Civil. “O direito de protestar é legítimo e está previsto na Constituição. O que não vamos permitir é que a rotina de trabalho na Prefeitura seja alterada pelos comerciantes ou por qualquer outra pessoa”, disse Sérgio Buranelli, chefe da Guarda Civil. Após a parada na Prefeitura, a carreata seguiu pela Avenida Major Nicácio e passou pela região do Fórum, onde funciona a Promotoria e está o gabinete de Fernando Martins. No local, “Nonô” voltou a protestar contra a retirada dos comerciantes. Proprietário de um “bolota” que funciona no bairro da Estação, Paulo Fernandes alegou não ter condições de assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para continuar trabalhando. Quem assinar o termo e recolher uma taxa de R$ 2 mil tem até 1º de abril para adequar seu estabelecimento ou ir para outro espaço. “Nossa situação está complicada, porque o promotor não abre mão de nada. É sair ou sair, e assim fica difícil. Mas vou lutar para continuar trabalhando”, afirmou. Apesar da indignação, Fernandes reconheceu que nunca recolheu tributos pela utilização dos espaços públicos. “Nunca paguei porque não fui cobrado em nenhuma ocasião. Quero continuar trabalhando e se for preciso pagar impostos para isso não tem problema”. João Roberto Manhas, que vende cachorros-quentes em um trailer na Avenida Major Nicácio há mais de 10 anos, também criticou Martins. “Parece que o promotor não tem filhos para criar. Eu tenho e preciso trabalhar”, disse.

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