Em princípio, devemos agradecimentos à vereadora Graciela de Lourdes David Ambrósio pela presteza dos esclarecimentos publicados em Cartas dos leitores deste Comércio no último 1º de novembro (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=36455).
Ela reafirma publicamente sua posição externada anteriormente a este modesto articulista por telefone, direito que reconhecemos e que lhe é conferido como cidadã, agente político por consagração popular e funcionária pública concursada. Assim, se estabelece sua tríplice ação na defesa das liberdades democráticas. Os mesmos princípios garantem a qualquer cidadão incluindo este medíocre autor de textos, discordar de idéia não coadunável com a sua.
O tema mais alardeado nas campanhas eleitorais para comover eleitores a entregar seus indispensáveis votos – o Brasil sabe – é a sofrida saúde que capenga cruelmente por descaso dos mesmos políticos que a usam como trampolim eleitoreiro.
Se pergunta houvesse para a sociedade, ela certamente responderia: não aceitamos usar a palavra saúde como sendo prioridade. A saúde é obrigação do Estado prevista na Constituição Federal (Art. 195 - A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: ...). O Art. 194 define claramente que se trata de um direito do cidadão entendendo-se que não deve esperar por prioridade ou recurso. Obrigação – esta é a palavra adequada – ou dever do estado que deve ser cumprido sem retardamento, ainda mais que, ocasionado geralmente por má gestão pública.
Também se faz necessário entender-se o foco de nosso posicionamento favorável a nova sede da Câmara Municipal, que jamais teve por escopo, aquinhoar a nobre vereadora e seus pares de conforto ou extravagância, às vezes, até não compatível com a formação de alguns.
Presidindo nosso espírito de modernidade fundamentou-se a jornada de grande expansão afortunadamente vivida pela cidade neste momento, fato que acreditamos, tem que motivar as lideranças em colocar justeza a nossa representatividade. Nosso apoio está sedimentado no desejo de aparelhamento público competente nas repartições, especialmente aos lidadores daquela casa, incluindo motivar-lhes inspiração para melhorar sua imagem e prestação de serviço na próxima legislatura, bastante arranhada anteriormente.
Poderíamos fazer alguns questionamentos ainda com base na alegada prioridade ou questão de sensibilidade e bom-senso: aproximadamente R$ 400 mil anuais são investidos em funcionários assessores de vereadores já bem remunerados por quatro sessões em cada mês, no entanto, nunca tivemos notícias de que um de nossos representantes defendesse prioridade a aplicação de tais valores na minimização dos sofreres da população.
Pergunte a sociedade o que ela aprovaria: saber da extinção dos cargos com aplicação dos recursos do povo ou acompanhar na justiça processos que apurem divisão dos referidos salários entre vereadores e funcionários da atual legislatura?
Garcia Netto
Jornalista
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