Órgãos das crianças beneficiam seis pessoas


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Os órgãos dos irmãos Letícia e Alexandre beneficiaram, além de Cacildo, outras seis pessoas que estavam na fila de espera por um transplante. A dona de casa Laurice Aparecida Oliveira, 47, moradora em Nova Aliança, recebeu o outro rim de Letícia. A mulher passava por sessões de hemodiálise, três vezes por semana, há sete anos e meio. O aposentado Adélio de Souza Antunes, 51, morador em Uberaba (MG), recebeu o fígado de Alexandre. O transplante foi realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto na segunda-feira passada. Antunes estava na fila de espera havia menos de um mês. Já os rins do menino deram nova vida para Sérgio Dias Corrêa, 34, morador em Penápolis, e para uma moça de 17 anos, de Assis. A jovem sofria de insuficiência renal há quatro anos. Em São Paulo, uma mulher de 32 anos foi a receptora do pâncreas de Letícia. A cirurgia foi realizada no Hospital Oswaldo Cruz. O policial WRRL, 50 anos, que havia recebido o fígado de Letícia, em Sorocaba, teve complicações pós-cirúrgicas e morreu ontem. O pâncreas de Alexandre não foi retirado. Os corações - por causa dos remédios utilizados para mantê-lo funcionando - e pulmões, por falta de receptores compatíveis, não foram transplantados. Além das seis que receberão órgãos vitais, outras quatros pessoas poderão voltar a enxergar com as córneas das crianças.

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