Comerciantes protestam contra o MP


| Tempo de leitura: 2 min
Os proprietários de carrinhos de lanches realizarão hoje a partir das 10 horas, uma carreata pelas ruas da cidade para protestar contra a determinação do promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins para a retirada das “bolotas” de qualquer área pública da cidade, além de proibir a colocação de mesas e cadeiras nas calçadas. Além da exigência do promotor para a saída imediata, os comerciantes protestarão contra o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) proposto por Martins que permite a quem recolher uma taxa de R$ 2 mil permanecer nos pontos e usar as calçadas até 1º de abril, prazo final para adequarem os espaços e deixarem de utilizar os espaços públicos. Mais de cem comerciantes devem participar do ato público, que terá início em frente ao Paço Municipal, na Cidade Nova. Noede Araújo, mais conhecido como “Nonô”, comerciante que possui uma barraca de espetinhos na Avenida José da Silva, afirmou que a população também será chamada para apoiar o protesto. “Vamos trazer representantes de todos os trailers da cidade e teremos inclusive um carro de som para explicar a nossa situação e convocar as pessoas a nos apoiarem”, disse. Após a manifestação em frente à Prefeitura, os comerciantes deverão prosseguir em carreata pelos Bairros da Cidade Nova, Centro, Estação e Chico Júlio, com faixas e cartazes. Segundo “Nonô”, é uma forma de tentar sensibilizar as autoridades. “Queremos conversar com o prefeito sobre isso, porque precisamos de uma solução. Se a gente parar de trabalhar hoje são cerca de 2 mil pessoas que ficam sem trabalho. É como se quatro grandes fábricas de calçados fechassem de uma vez só”, afirmou. ‘NÃO MUDA NADA’ O promotor Fernando Martins declarou que tinha conhecimento extra-oficialmente da manifestação e que isso não altera, em nenhum aspecto, o procedimento que adotou sobre a desocupação das áreas públicas. “Para mim é absolutamente irrelevante. Ter a passeata ou não ter a passeata não muda em nada a minha posição. Pode fazer passeata em frente ao Fórum, que isso não vai mudar a legislação”, disse. Martins acredita que qualquer ação judicial movida pelos comerciantes poderá ser em vão. “O direito de ingressar na Justiça é de todos, está na Constituição. Porém, eles vão pedir para o juiz autorizar o uso de coisa pública por particulares. Duvido que algum julgador decida desta maneira. Se for assim, vamos todos nós abrir nossos bares em vias públicas”, finalizou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários