Lixão e lagoa sanitária irritam moradores


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INDIGNAÇÃO - A dona de casa Ângela Aparecida Ferreira Sousa, 40, mostra a voçoroca que acabou transformada em lixão
INDIGNAÇÃO - A dona de casa Ângela Aparecida Ferreira Sousa, 40, mostra a voçoroca que acabou transformada em lixão
Os moradores na Rua Miguel Alves Cintra, no Jardim Paulistano I, não suportam mais conviver com a sujeira e o mau cheiro. Cercados por uma voçoroca - que vem sendo transformada em lixão - e por uma lagoa sanitária, eles pedem providências por parte da Prefeitura e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A voçoroca é um dos problemas enfrentados pela vizinhança. No local, são despejados entulhos de construção, animais mortos, pneus e outros resíduos. "Alguns moradores jogam o lixo, mas tem gente que vem de longe para jogar", disse a estudante Débora de Souza Silva, 15. Quando chove, a situação se agrava ainda mais. Como a rua é a última do bairro e está localizada no final de uma outra rua, bastante íngreme, a sujeira desce de enxurrada. O mau cheiro exalado pela lagoa sanitária da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos), que fica ao lado, também irrita os moradores, principalmente por causa da desvalorização dos imóveis. Sem alternativa, eles são obrigados a permanecer no local. "Não encontrei ninguém que queira comprar minha casa pelo valor que eu paguei nela. O jeito é ir ficando", disse a dona de casa Ângela Aparecida Ferreira Sousa, 40. Segundo ela, o odor fica ainda mais forte quando a temperatura sobe. "Nesta época de calor, é terrível". A secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, não foi encontrada para informar se há projetos de contenção da voçoroca. Já o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia Garcia, disse que a limpeza feita na lagoa "está preconizada em todos os manuais de saneamento". Segundo ele, está previsto um estudo geral do sistema de esgoto da cidade, por meio do qual serão analisadas "soluções para o futuro".

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