O vigário da Paróquia São Benedito, na Vila Chico Júlio, Adilson Aparecido Fortunato, um dos religiosos citados pelo golpista como mandante da arrecadação do dinheiro, disse que ficou sabendo do caso na segunda-feira pelos fiéis da igreja. "Fiquei bastante chateado. O golpista age de forma muito planejada e investigou a história das idosas. Sabia até as capelas que elas freqüentavam. Não sei como conseguiu tantos dados assim", disse.
Segundo o padre, essa não é a primeira vez que a igreja registra casos parecidos. "Um ano atrás, teve uma aposentada que também entregou dinheiro a uma pessoa desconhecida que disse ter ido em nome da igreja".
Para Fortunato, pior do que ter seu nome envolvido no caso é o fato do golpista invadir a privacidade desses fiéis. "Estou com sentimento de indignação por saber que pessoas bondosas passaram por isso. Usar o meu nome nem me incomoda tanto, mas saber que muitas delas contribuíram por boa vontade é triste".
O pároco também afirmou que fez uma reunião entre os líderes da igreja para conscientizar os membros. "Estamos avisando para que todos os fiéis saibam dos fatos e estejam atentos. Quero que todos fiquem cientes de que a Igreja não pede doações ou entrega encomendas dessa forma".
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