As vítimas do assalto passaram momentos de pânico: foram trancadas e ameaçadas de morte pelo criminoso, que agiu sozinho. Ele estava encapuzado e a única pista passada à polícia foi uma tatuagem em um dos braços do marginal, percebida pela mulher do industrial.
Ainda de acordo com as vítimas, o assaltante se atrapalhou na hora de fugir. Não conseguia abrir o portão e muito menos dirigir o Citroën do industrial, que teve que ensiná-lo a manobrar o carro.
FAS, 50 contou como foi a ação do criminoso em sua casa.
Comércio da Franca - Como foi o momento em que você e sua família foram rendidos pelo bandido?
FAS - Minha mulher estava na mesa de jantar e eu e meu filho na sala de TV. Ele invadiu a casa e apontou o revólver para todos dizendo que era um assalto.
Comércio - Ele agrediu alguém?
FAS - Não. Foi só pressão psicológica. Ele mandou todos ficarem quietos, exigindo dinheiro, jóias e objetos de valor.
Comércio - Ele estava sozinho?
FAS - Dentro da casa sim, mas acho que ele foi ajudado por outros ladrões. O muro da chácara é alto e ele deve ter contado com ajuda de outras pessoas.
Comércio - Após ter a situação dominada, como ele agiu dentro da casa?
FAS - Além de minha família ele rendeu também o caseiro. Mandou todos entrarem no quarto e nos amarrou. Fiquei com sinais nos braços do cadarço de sapato que ele usou.
Comércio - Após pegar tudo que queria na casa e colocar no seu carro, como foi a fuga?
FAS - Foi uma situação até estranha. Ele estava bastante atrapalhado. Não conseguia abrir o portão, pois não encontrava o controle. Voltou no quarto pegou o caseiro e o obrigou a abrir o portão.
Comércio - Ele fugiu no seu carro?
FAS - Sim, mas antes ele também não conseguia mudar a marcha, pois ele é hidramático. Meu filho foi obrigado a ensiná-lo. Nós explicamos para ele como funcionava e ele foi embora. Saiu dizendo que iria abandonar o veículo em algum lugar. Só queria mesmo os eletrodomésticos e as jóias que roubou.
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