Quem já participa evita os cargos de diretoria


| Tempo de leitura: 1 min
Nem todas as ONGs sofrem com a baixa assiduidade dos voluntários. Mas algumas enfrentam um outro problema: a dificuldade de encontrar, entre os colaboradores, candidatos a ocupar cargos na diretoria da entidade. É o caso de Joaquim Pedro Sobrinho, de 75 anos, que passou as últimas três décadas à frente da Sociedade Assistencial do Bairro São José. Hoje, ele procura um sucessor. "As pessoas até ajudam, são dedicadas, mas ninguém quer assumir a responsabilidade", disse "Seu Joaquim", que tem mandato até janeiro de 2009. "Não quero abandonar o barco, apenas deixar a presidência, descansar um pouco", completou. A situação se repete na Vosf (Voluntárias Sociais de Franca). Fundada há 41 anos por um grupo de amigas dispostas a ensinar trabalhos artesanais a mulheres carentes, a entidade está com dificuldade para renovar o quadro de voluntárias. "Hoje em dia, quase todas as mulheres trabalham. Não está nada fácil encontrar gente disposta a encarar uma atividade como essa", disse a presidente Maria Zenaide Garcia. REALIZAÇÃO No começo deste ano, o jornalista Sérgio Marques decidiu realizar um antigo sonho: se tornar voluntário em uma ONG. Escolheu o Grupo Educacional Veredas, no Recanto Elimar II, onde dá aulas de matemática para cerca de 20 crianças. Para ele, não há trabalho mais gratificante. "É maravilhoso ver o sorriso daquelas crianças e saber que você contribuiu de alguma maneira na sua formação".

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários