Franca deve ganhar 30 novos bairros até 2020


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Nos próximos 12 anos, Franca poderá ganhar 30 novos bairros e uma população superior à da cidade de Batatais. A projeção é do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, qu
Nos próximos 12 anos, Franca poderá ganhar 30 novos bairros e uma população superior à da cidade de Batatais. A projeção é do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, qu
Nos próximos 12 anos, Franca poderá ganhar 30 novos bairros e uma população superior à da cidade de Batatais. A projeção é do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, que com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), calculou o número de domicílios para 2020. Pelo estudo, a cidade terá naquele ano mais de 112 mil domicílios. Desses, 21.076 serão novos. Para os especialistas em urbanismo, a região oeste é a mais cotada para receber as novas moradias, por ser a única com áreas disponíveis. Nas demais regiões, há empecilhos geográficos, como terrenos muito íngremes, e ambientais, como a área de proteção do Rio Canoas, que barram esse avanço. Rumo a Ribeirão Corrente, outro impedimento é a existência de propriedades agrícolas ativas. Para o pesquisador do Ipes e professor de economia, Hélio Braga Filho, a estimativa tem como objetivo orientar a administração pública no planejamento de políticas para os anos futuros. O estudo projeta inclusive, o número de 3,56 pessoas por domicílio. "Essa é uma projeção do crescimento vegetativo, que ocorre de modo natural na cidade. O estudo visa alertar a Prefeitura para investimento em infra-estrutura e serviços como educação, saúde, transporte e segurança", disse Braga. O déficit habitacional não foi levado em consideração no cálculo. Com mais habitantes, serão necessárias mais escolas, unidades básicas de saúde, mais policiais, iluminação pública e serviços de água e esgoto. Responsável pela coordenação do Neplaf (Núcleo de Estudos e Planejamento de Franca), o vice-prefeito Ary Balieiro diz não ver a cidade preparada para tal avanço, mas admite a importância dele se concretizar. "É um crescimento importante, otimista e realista, mas preocupante já que também cresce a demanda por todos os serviços públicos". Balieiro acredita que entre os setores mais preocupantes estariam o transporte, a saúde e a segurança. "O transporte coletivo é o ponto de partida, pois precisamos criar meios de locomoção inter-regiões e fazer as pessoas deixarem os carros em casa". Somente neste ano, a Prefeitura acatou o pedido para quatro novos loteamentos na cidade (Residencial Ana Helena, Residencial Jardim Elisa, Residencial Palermo City e desmembramento do Residencial Dom Bosco). Ao mesmo tempo, outros dois bairros foram entregues na cidade. Primeiro, o Júlio D`Elia com 500 casas construídas pela Caixa Econômica Federal, em parceria com a Prohab (Habitação Popular de Franca), e mais recentemente o São Gabriel, com 128 residências, ambas na região oeste da cidade. No ano passado, a região também ganhou o Jardim Bonsucesso com 434 casas. Maria Cecília Sodré Fuentes, professora de urbanismo da Unifran (Universidade de Franca), considera o crescimento desordenado e diz que o mais sensato seria adensar as moradias em lotes vagos existentes em regiões onde a infra-estrutura já existe. Estima-se que haja mais de 30 mil lotes desocupados na cidade. "Franca não tem histórico de verticalização, mas, ao mesmo tempo, a cidade não pode mais crescer em dimensões geográficas, pois faltam áreas disponíveis e os custos são elevados". Apenas para a construção de uma creche são gastos em média R$ 1 milhão, dinheiro que poderia ser economizado caso os vazios urbanos fossem ocupados e a verticalização das moradias se tornasse uma tendência.

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