Dar um tempo, jogar tudo para o alto e entrar em período sabático pode ser uma boa alternativa para turbinar o currículo e melhorar a carreira ou apenas repensar a vida e pontuar as próprias potencialidades. O conceito do período é o afastamento das atividades rotineiras inspirado por uma motivação particular, independente da duração ou se isto se concretizará por meio de um curso no exterior, viagem de turismo ou mesmo uma reclusão em casa.
Entre os que partem para o exterior, alguns deixam em sua terra a família e velhos hábitos. Para outros, o “pacote” abdicado é maior, incluindo até bons empregos ou cursos universitários. Para todos, o que vale mesmo é a experiência. Uns preferem se dedicar aos estudos. Outros aproveitam a oportunidade para ganhar dinheiro. Todos querem vivenciar novas culturas.
Com essa idéia central, a francana Paula Rodrigues Pereira, 22, é uma das pessoas que atravessaram a América e vive, há três meses, nos Estados Unidos. Ela já estava com o diploma do curso superior nas mãos, tinha um emprego que lhe fazia feliz, vivia em uma família unida e amorosa. Aparentemente tudo pronto para alçar novos vôos e crescer em sua cidade. Mas ela queria mais. A jovem pegou as malas, os documentos, largou o emprego, despediu-se da família e partiu em busca de seu próprio crescimento (leia mais no site).
Segundo Fernanda Manfré, diretora de uma agência especializada em intercâmbios em Franca, até o fim deste ano, ao menos 43 jovens partirão da região para algum canto do mundo, buscando crescer de alguma forma. Fernanda disse que parar tudo por um período é, sim, compensador. “Pela experiência no exterior vale a pena sim.
Trabalhando como au pair (cuidar de crianças), por exemplo, a pessoa tem muito contato com o inglês, o que possibilita o aperfeiçoamento da língua nesse período de afastamento”, afirmou.
Para o coordenador administrativo de uma escola de idiomas de Franca, Rodrigo Lambert Dias, quando o projeto durante o período sabático é sair do Brasil, a programação deve estar muito bem definida. “Orientamos para os estudos ou estágios no exterior. Temos muitas situações em que universitários trancam cursos, inclusive da Unesp, para estagiar fora”, disse.
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