Como eleger um poste?


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Definitivamente encerrado o processo eleitoral de 2008, inicia-se agora a caminhada rumo a 2010. Minutos depois de dar como concluída a apuração em todas as cidades com segundo turno, governo e oposição deram a largada para mais uma disputa, considerando é claro os resultados obtidos como ponto de partida para análises e ações. Do ponto de vista do eleitor-pagador de impostos, tudo só será notado com mais clareza já em 2010 no período eleitoral propriamente dito. Porém, se prestarmos atenção aos resultados finais das eleições municipais podemos tirar algumas conclusões. A primeira delas é que o eleitorado brasileiro parece estar mais preparado. Não diria completamente engajado politicamente, mas um pouco mais envolvido e consciente de seus direitos e de sua capacidade de promover mudanças votando corretamente. O resultado das urnas foi o reflexo desse processo gradual e contínuo de melhoria do pensamento e da participação do eleitor nas eleições, sejam elas para prefeito ou para vereador. No caso específico das eleições para vereadores algumas bizarrices ainda perduram em função do próprio processo eleitoral que em determinados casos deixa de fora candidatos legitimados pelo povo e alijados pelo sistema. Outra observação importante é que nem sempre um candidato apoiado por um político bom de voto conseguiu êxito na disputa a que se submeteu em 2008. A idéia de que apoiado por um político graúdo até um poste pode ser eleito não é uma verdade absoluta. Muito pelo contrário. O candidato-poste mais famoso de que se tem notícias parece ter sido Celso Pitta. Apoiado por Paulo Maluf, elegeu-se de maneira espetacular, saindo do anonimato político para as páginas de política e de polícia com uma rapidez incrível. Fato como o da eleição de Pitta parece cada vez mais raro. Mesmo quando se trata de eleições onde o candidato-poste já tem uma longa trajetória política, o apoio de um figurão pode não significar vitória. O caso mais emblemático das eleições 2008 foi sem dúvida nenhuma a disputa pela prefeitura de São Paulo. Mesmo apoiada pelo mais amado, idolatrado, salve, salve dos políticos brasileiros, a candidata Marta Suplicy não conseguiu impor ao “demo” Kassab a derrota que se planejava. Especialistas de plantão e oportunistas sanguessugas levaram logo à luz a análise de que se Marta perdeu com o apoio de Lula, qualquer nome lançado à corrida pelo Planalto em 2010 e apoiado pelo companheiro não terá êxito. Tenho cá com seus botões dúvidas sobre o que se chama de apoio de Lula à candidatura de Marta. Tenho a impressão de que na capital outros interesses podem ter conspirado para que os resultados fossem o que foram. E mesmo que se tenha razão sobre o fenômeno candidato-poste não se elege nem com o apoio de Lula, ainda é muito prematuro qualquer conclusão projetada para 2010. De qualquer maneira é bom que candidatos-poste e políticos graúdos aprendam a lição - o eleitor brasileiro é cada vez menos a vaquinha de presépio de outras eleições, e que a cada eleição que passa está mais atento e exigente. ‘DELIRIUS POLITICUS’ Contou-me um conhecido que nos bastidores da política regional já está a pleno vapor a articulação política das eleições de 2010. Pelo que pode ser apurado a região terá, inclusive, candidato ao Senado federal. Comenta-se também que a terra do sapato terá alguns candidatos às cadeiras da Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Está de volta a era dos “delirius politicus”. SÓ RELAXA Depois da derrota frente ao “demo” Kassab a candidata Marta Suplicy ocupa-se com merecido descanso em razão da cansativa campanha política. Pena que ao final de tanto sofrimento só foi possível relaxar, não é mesmo candidata? E AFINAL DE CONTAS... Kassab é casado? Tem filhos? Fiquei curioso. Já um amigo que mora na capital me disse que pouco se importa se Kassab é casado, ele quer mesmo saber se o prefeito pode ser cassado. Relaxa amigo, relaxa. GP FRANCANO DE FÓRMULA 1 Não é a primeira vez, nem sou o primeiro a falar disso. As ruas completamente recapeadas da cidade estão se transformando em verdadeiras pistas de corrida. Na Vila Nova nas proximidades das Escolas “Ana Maria Junqueira” e “Jesus Maria José”, a Rua Simpliciano Pombo tem sido usada como autódromo por motoristas irresponsáveis que se sentem à vontade diante da omissão e incompetência das autoridades responsáveis por coibir os abusos no trânsito, colocando diariamente em risco a vida das crianças que precisam atravessar aquela via. Alexandre H. Leonel Farmacêutico, ex-integrante do Conselho de Leitores - leonel@comerciodafranca.com.br

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