Ex-comparsa do menor agredido, outro adolescente, de 17 anos, assumiu o espancamento. Disse ter agido sozinho. O motivo, segundo ele, seria porque o garoto teria “cagüetado” ele para a polícia e dado muitos detalhes do assassinato do sapateiro Leandro Braz.
Comércio da Franca - Por que você bateu nele?
Adolescente - No dia da reconstituição, ele tinha falado que eu acertei o “cara”, sendo que eu falei que não. Foi ele que deu os primeiros golpes. A desavença já tinha começado lá.
Comércio - E como foi sua briga com ele na cela?
Adolescente - Nós discutimos. Eu falei que ele estava se passando como “cagüeta” (sic). Nós fomos desenrolando as idéias (sic). Daí ele mostrou que tinha falado mesmo, entregado. Eu falei: “você é mesmo um cagüeta”. Aí ele me acertou um chute. Foi nisso que saiu a briga.
Comércio - O que você fez com ele na cela?
Adolescente - Eu sai dando soco nele. Acertei na face dele.
Comércio - Você bateu nele sozinho ou contou com ajuda do outro menor da cela?
Adolescente - Não. Só eu. O moleque só ficou olhando. Não ajudou e nem atrapalhou. Ele não tem nada a ver.
Comércio - O menor gritou ou pediu ajuda?
Adolescente - Não. Foi briga. Quando briga ninguém pede socorro não.
Comércio - Alguém mandou você bater nele?
Adolescente - Não. Ninguém mandou não. Fui eu sozinho. Ele é cagüeta.
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