Prefeito diz que pode comprar o patrimônio


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O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) deu margem para a volta da negociação de desapropriação do patrimônio da Francana pela Prefeitura em 2009. Por e-mail, ele resopndeu ontem ao Comércio que o assunto pode ser discutido novamente. No entanto, "depende do comportamento da diretoria" do clube. Ele, contudo, não explicou o que quer dizer "comportamento da diretoria". Pelo histórico da negociação, iniciada em meados de 2007, o prefeito discordou de um acordo firmado entre a diretoria da Francana com a empresa Romero Papa & Aulicino, que a executou na Justiça Civil. Um documento foi assinado entre devedor e credor em Franca, quando a diretoria já tratava da venda de seu patrimônio à Prefeitura. Pelo que vinha sendo discutido, o governo municipal seria o responsável pela negociação de todas as dívidas e Sidnei Rocha entendeu que a administração do clube estava "atravessando" o acordado. Apesar de informar aceitar voltar a discutir a compra do terreno da agremiação, o prefeito afirmou no mesmo e-mail que ainda não foi procurado pelo presidente José Servino Braga para tratar especificamente desse assunto. Um dia antes, Braga dissera que havia falado com o prefeito. O Comércio também perguntou a Sidnei se ele negociaria com uma nova diretoria a venda do patrimônio, já que neste ano haverá eleição no clube. A resposta foi dúbia: "As bases da negociação foram feitas, mas a Francana quebrou o entendimento". A venda do patrimônio foi o principal argumento do atual presidente, José Servino Braga, para tentar convencer o conselho deliberativo na terça-feira de prorrogar seu mandato, que termina em dezembro de 2008. De acordo com ele, se outra chapa se elegesse não conseguiria conduzir as negociações. Esse negócio visa eliminar as dívidas de mais de R$ 3,5 milhões do clube. O patrimônio pode custar cerca de R$ 7 milhões à Prefeitura.

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