Uma falsa comunicação de seqüestro ocasionou a prisão de quatro pessoas por extorsão na manhã de ontem. Um dos presos é filho da vítima.
ABC, 53 anos, recebeu uma ligação pela manhã sendo informado que seu filho, o gerente GBC, 28, morador no City Petrópolis, estava em poder de traficantes e que eles solicitavam o pagamento de R$ 900 para libertá-lo.
O pai acionou então a Polícia Militar, que orientou ABC a negociar o resgate. Os policiais acompanharam todas as conversas.
Ficou marcado que a troca seria realizada na praça da Vila Formosa, por volta do meio-dia, onde ABC compareceu com papéis que imitavam notas de dinheiro. O servente de pedreiro JAS, 20, e o pintor FDA, 31, abordaram o pai do seqüestrado, que, orientado pela polícia, exigiu a presença do filho para pagar o resgate.
O tratador de cavalo JPS, 25, apareceu na praça com GBC, momento em que foram todos abordados pela polícia. GBC mostrou a casa onde teria sido utilizada de cativeiro e onde estavam outras sete pessoas, entre elas duas menores, que acabaram liberadas.
Os supostos seqüestradores e o gerente foram encaminhados para o 2º DP (Distrito Policial), onde confessaram que não houve seqüestro e que GBC teria passado a noite com eles em um churrasco. Teriam, ainda, consumido drogas juntos.
“Um dos investigadores encontrou um taxista que tinha andado com GBC a noite toda, então não ficou configurado seqüestro, foi só extorsão. Eles pediram R$ 900 para gastar em drogas e orgias com meninas na Vila Formosa”, disse o delegado Benedito Carlos Quiodeto.
Os quatro foram encaminhados para a Cadeia do Jardim Guanabara.
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