O presidente da Francana, José Servino Braga, garante que está com tudo engatilhado para confirmar a venda do patrimônio do clube à Prefeitura, sua principal compradora. A negociação é uma tentativa de solucionar a dívida da agremiação, que ultrapassa os R$ 3,5 milhões. Esse número tende a aumentar já que só o atual presidente revelou um déficit de R$ 111 mil em seu balanço - entre janeiro e outubro deste ano. Ele tem prazo para quitar este montante até dezembro, quando termina seu atual mandato.
A venda do patrimônio foi o argumento apresentado a conselheiros da Francana para que aprovem a prorrogação de sua permanência à frente do clube. Segundo Braga, sua presença dá condições para que a venda seja conduzida. Se outra chapa se eleger no pleito para a presidência esmeraldina, não haveria mais negócio.
Tanto o balanço parcial dos gastos como a negociação do terreno no Centro e a prorrogação do atual mandato foram discutidos em uma reunião realizada anteontem à noite por José Servino Braga, o presidente do conselho deliberativo, Gabriel Afonso Mei Alves de Oliveira, 13 conselheiros e colaboradores da atual diretoria.
De acordo com José Braga, o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) foi procurado após as eleições para voltar a discutir a compra do patrimônio esmeraldino. Desde o ano passado, Francana e Prefeitura fazem estudos para concretizar o negócio. As bases são conhecidas: o patrimônio da agremiação, avaliado em R$ 5,6 milhões, seria desapropriado pelo governo municipal.
A atual dívida entraria como pagamento, ou seja, seria contraída pela administração. A diferença entre a avaliação do patrimônio e a dívida seria paga, em parcelas. O prédio do Centro poderia continuar sendo usado pela agremiação.
Devido às exigências legais da Justiça Eleitoral e um desentendimento entre Sidnei Rocha e José Braga com relação a uma dívida renegociada pelo departamento jurídico do clube, o negócio esfriou. Anteontem, o presidente da Francana afirmou que em contato particular o prefeito teria concordado em rediscutir o negócio.
O Comércio, no entanto, não conseguiu confirmar a informação junto à Prefeitura. O Comércio enviou e-mail ao prefeito para averiguar se há possibilidades da negociação ser retomada, mas até as 19h40 não teve resposta. O local poderia ainda ser vendido a particulares. Três empresas, sendo uma de Ituverava, uma de São Paulo e outra de Belo Horizonte também teriam interesse na compra da área do antigo Coronel Nhô Chico.
A eleição na Francana deve acontecer no fim de novembro ou início de dezembro. Para isso, o clube tem de publicar o edital de convocação, que está previsto para acontecer nos próximos dias, segundo Gabriel Afonso de Oliveira.
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