Aumento da fiscalização faz multas dobrar em Franca


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FLAGRANTE - Foto de arquivo mostra carro estacionado em local proibido, na Rua Major Claudiano, em pleno Centro da cidade. Este tipo de infração é o com maior incidência nas multas aplicadas por Guarda Civil e Polícia Mil
FLAGRANTE - Foto de arquivo mostra carro estacionado em local proibido, na Rua Major Claudiano, em pleno Centro da cidade. Este tipo de infração é o com maior incidência nas multas aplicadas por Guarda Civil e Polícia Mil
O número de multas no trânsito dobrou em Franca. Em 2008, em dez meses, foram aplicadas 27,4 mil multas, enquanto em todo o ano passado o número de autuações ficou em 13,4 mil. A dois meses do fim do ano, o crescimento já alcança 103,7%. A média mensal saltou de 1,1 mil em 2007 para 2,7 mil. Os meses com maior incidência em 2008 foram janeiro (4.450) e junho (4.216), justamente os períodos de férias escolares. Os dados são oficiais e estão disponíveis no site da Prefeitura (www.franca.sp.gov.br) desde junho. Segundo o secretário municipal de Governo, Odair Tristão, responsável pela pasta que engloba a Divisão de Trânsito, os números se referem às multas aplicadas pela Guarda Civil e - principalmente - pela Polícia Militar. “Ainda há uma discussão sobre a competência da Guarda, portanto, ela atua somente em casos flagrantes de desrespeito”. De acordo com o tenente Max, comandante do Pelotão de Trânsito da PM, o aumento é decorrente da renovação do convênio entre a Prefeitura e a Polícia Militar para a fiscalização do trânsito na cidade (leia mais no apoio). Nos últimos quatro meses, as três principais infrações que motivaram multas foram estacionamento em local proibido (1.091 autuações), dirigir sem cinto de segurança (447) e dirigir falando ao celular (416). ARRECADAÇÃO A arrecadação, em conseqüência do maior número de autuações, também dobrou. No ano passado, a receita para a Prefeitura foi superior a R$ 1,5 milhão. Entre janeiro e outubro deste ano, já chega a quase R$ 3 milhões. Odair Tristão disse que o valor não entra integralmente nos cofres municipais, pois as multas estão sujeitas a recursos e algumas são revertidas. Outras não têm seus valores recolhidos pelos proprietários dos veículos. No ano passado, 8,4 mil multas foram efetivamente pagas, o que rendeu R$ 867 mil. Neste ano, apenas R$ 671 mil foram recebidos até agora. O secretário afirmou que o dinheiro é destinado à manutenção do trânsito. “Só o sistema de sinalização custa R$ 1,5 milhão (por ano). O que arrecadamos com as multas não é o bastante para manter tudo em ordem”, disse.

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