Morre serralheiro espancado em baile


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O serralheiro Alexandre Augusto Cordeiro, 27, morreu na segunda-feira, na Santa Casa de Franca, um ano e três meses depois de ser agredido na saída de um baile. O motivo da morte foram complicações de seqüelas da agressão que ele sofreu, que o deixaram em estado vegetativo desde então. Alexandre foi espancado a pauladas na saída do Clube Internacional. Os autores foram identificados uma semana depois do episódio e respondiam a processo por lesão corporal grave em liberdade. Agora, a morte deve ser notificada ao Fórum e a acusação será convertida em lesão corporal seguida de morte. De acordo com a polícia, a vítima foi espancada por três homens na saída do baile na madrugada de 29 de julho de 2007. Dois deles teriam assumido a agressão. Na época, os agressores disseram que a briga aconteceu por causa de entorpecentes. Um amigo de Alexandre deu outra versão: disse que o serra-lheiro entrou em uma briga sua para defendê-lo. Para os familiares, o motivo foi mesmo a briga do amigo e, ao todo, teriam sido oito agressores. “Um amigo dele disse que tinha uma briga e ele entrou para ajudar”, disse a irmã de Alexandre, Adriana Cordeiro de Almeida. O serralheiro foi encontrado caído por populares na Rua Cavalheiro Petráglia. Ele estava desacordado e sangrava muito. A polícia constatou que o rapaz foi agredido a pauladas. De acordo com a irmã, ele teria ido ao baile comemorar seu aniversário, que seria no dia seguinte. O serralheiro foi levado inconsciente para a Santa Casa e internado em coma no CTI (Centro de Terapia Intensivo). Três meses depois, Alexandre teve alta e foi para sua casa, onde ficou sob os cuidados de sua mãe até o último domingo, quando ele teria piorado e ido novamente para a Santa Casa. A família disse que não aceitará que os agressores saiam impunes. “É um sentimento de luta constante. Eles já assumiram, mas continuam soltos, nem foram processados ainda”, disse a irmã. O corpo do serralheiro foi velado no Salão da Igreja São Judas Tadeu e sepultado na manhã de ontem, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Nova Franca.

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