Baratas estão em busca de alimentos


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A invasão dos bichos está diretamente ligada ao calor. O efeito é em cadeia. As baratas vivem na rede de esgoto, onde se alimentam dos dejetos nos canos. Com o calor, os canos ficam muito quentes e elas precisam sair para “respirar”. Se as temperaturas estão mais elevadas, as pessoas usam mais água e a umidade na rede de esgoto é maior, afastando os insetos também. Onde tem barata, tem escorpiões, pois eles se alimentam delas. Com mais alimentos, a tendência dos peçonhentos é se reproduzirem mais. O calor também justifica a presença maior de pernilongos. As fêmeas botam em locais com água parada. Como as pessoas regam mais as plantas, há mais chances de encontrarem água nos vasos. Em bairros próximos a córregos, a situação se agrava. Com a estiagem, os ovos dos insetos acabam eclodindo todos na mesma região. Se chovesse, a água levaria as larvas embora. A bióloga Sheila Sousa e Silva ainda alerta para outro provável local de reprodução, muitas vezes desprezado: as calhas. “A água fica empoçada nelas. A pessoa também deve dedetizar a casa”. Moradores sugeriram que a Prefeitura aplicasse inseticida no córrego do Jardim Dermínio. Fernando Baldochi, chefe de Vigilância em Saúde, disse que a medida pode ser prejudicial. “Aquela água passa em outras regiões, onde há animais que consomem”. Nas últimas semanas, as reclamações não aumentaram na Vigilância Ambiental. A partir das queixas, agentes da Prefeitura visitam as casas para orientar os moradores a como se livrarem dos bichos.

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