Segurança pública pode falir


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O governo de São Paulo tem sido notório em deturpar a verdade. Primeiro quando apresentou uma média salarial dos policiais que não condiz com a verdade e mais recentemente em falar que a greve é política. Tal afirmação tem o condão de esconder a incapacidade do governo em tratar da segurança pública. De fato esta greve é política, existe em virtude da política do governo paulista em relação à segurança pública. Jeito de agir que deu certo e tem colocado a população em risco. A cúpula do PSDB paulista é constituída de ex-exilados, muitos ex-comunistas e alguns ex-terroristas e talvez isso explique o ódio deste governo com os policiais. O fracasso do Estado começou com o “massacre do Carandiru”, que rompeu a tênue linha que mantinha o sistema carcerário sob controle. Isto foi em 1992 e levou a população carcerária a se organizar. Lá nasceu o PCC. Depois, cometeram outro grave erro ao espalhar as lideranças da facção por todo o interior. Abro um parênteses para destacar que esta facção possui disciplina e hierarquia que nenhuma outra instituição legal do Brasil tem, nem o clero, nem a polícia, nem as Forças Armadas e muito menos o Executivo e Legislativo da República. Esta organização criminosa está consolidada e já se insere no três poderes. O governo, por interesse partidário mesquinho, negou a existência da facção até quanto pôde. Os ataques de 2006 desmentiram o governo. Durante todos estes anos o governo estadual colocou no comando da Secretaria de Segurança pessoas que não tinham o respeito de seus comandados, não tinham capacidade de administrar tal pasta e só estavam preocupadas com suas vaidades e em adular os governadores, tentando, como ainda tentam, passar falsas mensagens à população. Agora, fechou com chave de ouro sua irresponsabilidade e incapacidade de lidar com segurança pública, colocando em confronto as Polícias Civil e Militar. Nada custaria marcar uma audiência com os grevistas em outra secretaria ao invés de esperar, promover e incentivar o confronto. Não é preciso ser um gênio para saber o custo que esta besteira causa à segurança pública. Todos sabem que há problemas históricos entre as duas polícias e, certamente, quem perde são os cidadãos. Também serve para radicalizar movimento que tinha tudo para acabar e favorece a insatisfação dos policiais civis dando margem a dedicação menor, mais “bicos” e, até, corrupção. Desestimula o ingresso de homens honestos na polícia e abre caminho para que facções criminosas, que já investem na formação acadêmica de estudantes escolhidos, ingressem nas corporações. Ou seja: em virtude do preconceito da cúpula do PSDB, todo o sistema de segurança do Estado pode falir. Talvez reste uma saída honrosa ao governador Serra renunciando ao mandado. E é uma pena que seu vice não seja o Dr. Cláudio Lembo. Certos cargos precisam de pessoas preparadas e equilibradas para serem ocupados e não pessoas que façam do governo uma ilha partidária de interesses sectários. Alexandre César Lima Diniz Franca - SP

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