Desde que nasci convivo com esta família, um exemplo de amor fraterno, pais amorosos e filhos carinhosos. O que aconteceu é mais uma tragédia dessas que jamais pode ser prevista, praticada por um filho tão querido e amado e que também amava a todos de sua família. Criticar é sempre mais fácil do que consolar as vítimas. Se pensarmos no lar estruturado que tinha, fica ainda mais difícil entender. Nós não estamos livres de qualquer situação do tipo. Não sabemos o que está guardado para nós. Hélder sempre foi um exemplo de amor fraterno. O que fazia pelo irmão deficiente e o amor que nutria pelos seus entes serão lembrados pela família. Ele terá que responder somente a Deus sobre seu ato de loucura. Nós, que o conhecemos, vamos rezar para seu amparo espiritual. Penso que ele queria morrer mas não queria ficar sem as pessoas que amava. Surtou, sei lá... Só Deus sabe o que passou por sua cabeça. Não recriminem. Orem pelos que ficaram. Isso é o mais importante neste momento.
Olga Cristina
Franca - SP
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Os homens de bem pedem socorro! Os motivos que cada um tem para envolver-se nas tragédias que assistimos atualmente não podem mais ser ignorados pela sociedade. Lembro-me do tempo em que meus pais e amigos colocavam as cadeiras nas calçadas para conversar, enquanto as crianças brincavam com meus amigos. Há 15, 20 anos atrás, as pessoas eram mais solidárias. Hoje, a modernidade transformou pessoas em máquinas, os homens perderam suas essências e se entregam como objetos. Pessoas de bem estão perdidas talvez pelo desejo frustrado de darem o melhor de si às novas gerações, ou por faltar humildade para pedir socorro. Não cabe a nós sentir do que nosso próximo precisa mas chegamos ao ponto que nos obriga a aproximar mais e mais das pessoas para saber do que precisam. Jovens perdidos, adultos desesperados, pessoas faltando com o amor próprio. Os homens de bem pedem socorro. Resta-nos saber o que cada um de nós pode fazer para que o mundo seja melhor. Angustiante e trágico o ocorrido com essa família. Que Deus os ampare e lhes dê energias para a superação.
Luís Fernando Pessoni
Franca - SP
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Será que é falta de Deus? Isso é a única pergunta que conseguimos formular nestas ocasiões, mas e a nossa responsabilidade social? Deus nos deu o livre arbítrio e uma consciência que deveríamos exercitar. Eu conheço Valéria e sei de sua luta. Sei também do amor que nutria por esse homem; o quanto lutou para trazê-lo à realidade. Ela é uma mulher batalhadora, simples demais, muito humilde, carinhosa com os filhos e também com suas funcionárias pelas quais tem carinho de mãe. Sempre teve uma palavra de conforto para cada uma de suas clientes. Percebemos sempre em seu rosto um certo olhar de tristeza, mesmo quando seus lábios sorriam. Quem sou eu para julgá-la porque acreditava na reabilitação do marido? Será que esse era o seu carma? Jamais saberemos o que levou o marido à depressão. O que o agoniava, levou com ele. Resta rezar por suas pequenas sementes que ainda respiram. Tomara que todos nós fiquemos com Deus e assumamos nossas responsabilidades sobre amigos e irmãos...
Sônia Malta
Franca - SP
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Ficamos muito tristes com a notícia. Vamos rezar muito para que este avô, pai e marido que ficou só. Que dor que esse homem deve estar sentindo! Deus o abençoe...
Isaac Fernando Lucindo
Franca - SP
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Valéria é uma mulher trabalhadora e humilde. Tem dado oportunidade de emprego para muitas pessoas. No salão dela todas as clientes, desde a mais pobre e até a mais rica têm o mesmo tratamento. Na véspera da tragédia eu a vi subindo a Rua General Carneiro e me perguntei porque estaria tão triste. Andava cabisbaixa. Está aí a triste resposta. Algo já não estava bem... Peço a Deus por ela e pelos que ainda estão vivos.
Márcia Gama Granero
Franca - SP
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