Donos de bares repudiam série de proibições


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PROIBIDO - Imagem de arquivo mostra bar no Centro da cidade, com mesas e cadeiras na calçada. Promotor proibiu a prática em toda a cidade, o que revoltou os comerciantes
PROIBIDO - Imagem de arquivo mostra bar no Centro da cidade, com mesas e cadeiras na calçada. Promotor proibiu a prática em toda a cidade, o que revoltou os comerciantes
No dia 19 de junho entrou em vigor a Lei Seca. Com medo de serem surpreendidos pelo bafômetro, multados e presos, muitos motoristas modificaram seus hábitos e passaram a evitar a mistura de álcool e volante. Os comerciantes, em especial proprietários de bares e restaurantes, reclamaram que teriam queda no movimento e nas vendas. No dia 28 de agosto, o governador José Serra (PSDB) encaminhou para a Assembléia Legislativa projeto de lei que proíbe o fumo em lugares fechados no Estado - mais uma preocupação aos comerciantes. Na terça-feira, 21, o Ministério Público proibiu que os estabelecimentos coloquem mesas e cadeiras nas calçadas, prática tradicional há décadas em Franca. “Estão querendo acabar com a gente”, desabafou o comerciante Paulo César Borges. Proprietário do Bar Careta, situado na Avenida Major Nicácio, foi atingido em cheio pela decisão do promotor Fernando de Andrade Martins. Com espaço físico interno reduzido, 80% do movimento ocorre na calçada. Paulo - para ganhar tempo - foi um dos dez que resolveram pagar a taxa de R$ 2 mil para poder manter as atividades até abril, prazo final dado pelo MP para adequação dos estabelecimentos. “Se não fizesse o acordo, eu estava liquidado. Agora, vou estudar e buscar uma alternativa. Não sei ainda o que fazer”, disse Paulo. O Bar Careta emprega diretamente três garçons e duas cozinheiras. Para Paulo, não só ele, mas os demais comerciantes, poderão ser obrigados a demitir. “Se tivermos prejuízo, vamos ter que dispensar. O meu pessoal está apreensivo”, afirmou. Dono do Moinhos Bar, Osmar Angonese tem opinião semelhante. Quanto à Lei Seca, disse que “o consumo caiu só no começo”. “Agora, a gente nem ouve mais o pessoal falar”, disse Angonese. Ele está preocupado mesmo é com a proibição imposta pelo Ministério Público. “Fomos pegos de surpresa. Sem dúvida nenhuma, haverá prejuízo. Foi uma medida autoritária. Acho que o melhor seria buscar um meio termo. Há muitas calçadas largas onde é perfeitamente possível colocar mesas sem atrapalhar os pedestres”. Alberto* é dono de um bar na zona leste de Franca e atende toda a clientela do lado de fora. Ainda não sabe o que vai fazer para se adequar. “Que democracia é esta onde não se pode beber, fumar ou vender um refrigerante que seja na calçada”, questionou. Edson Luiz Gaia é outro que reclama do rigor adotado pela Promotoria. “Minha calçada tem 3,80 metros e se eu usar apenas uma fileira de mesas sobram mais ou menos 2 metros para a passagem de pedestres”, disse.

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