A Lei do Amor


| Tempo de leitura: 4 min
Hoje é domingo, dia do Senhor. Na alegria do convívio familiar, do descanso semanal e na Oração, queremos vivê-lo intensamente. Participando da Missa vamos ouvir os seguintes trechos da Palavra de Deus. Êxodo 22; I Tessalonicenses 1; Mateus 22. Jesus nos confia hoje seu único mandamento, síntese da Lei e dos Profetas e que se expressa de duas maneiras: na comunhão amorosa com Deus e na alegria da comunhão fraterna. A primeira leitura nos fala dos mandamentos que foram elaborados quando o povo saiu “da casa da servidão”, numa tentativa de organização de vida e de convivência de acordo com o projeto de Deus: não oprimas, não maltrates o estrangeiro; não faças mal ao órfão e à viúva; não sejas usurário ao emprestar algum dinheiro; devolve antes do pôr-do-sol o que tomares como penhor. Se algum pobre ou oprimido clamar a Deus contra ti, Deus ouvirá porque é misericordioso. A leitura oferece uma lei de liberdade que garante a vida para todos, especialmente aos mais desprotegidos. O Deus de Israel não aceita a opressão e é defensor dos fracos e oprimidos. Esta leitura contém uma mensagem muito atual para nós. Vem nos alertar que não podemos nos aproveitar das pessoas mais fracas, dos mais pobres, dos menos protegidos, dos que não têm instrução, dos que estão na miséria, para roubar, enganá-los e explorá-los. O surgimento e a atuação dos diversos sindicatos que defendem as classes menos favorecidas têm muito valor. Na segunda leitura São Paulo manifesta sua profunda estima pela comunidade de Tessalônica. Afirma que seus membros são tão bons que podem ser citados como exemplo junto a todas as demais comunidades. São Paulo lembra que muitas foram as tribulações que os primeiros cristãos sofreram ao acolher a Palavra do Evangelho. Foram opressões e repressões por parte dos poderosos para reduzir a força do testemunho dos seguidores de Jesus, para não abalar as estruturas injustas da época. O apóstolo lembra com que força e agilidade o anúncio do evangelho se difundiu por todo o Império Romano. Tudo isso aconteceu, graças à fé em Jesus Cristo Ressuscitado. A fé não é uma verdade para ser demonstrada, ou um produto para ser vendido. É perigoso servir-se dos meios barulhentos da publicidade para forçar as pessoas a aderir ao Evangelho. A fé é uma adesão livre e uma proposta. Nós podemos dar testemunho com as palavras, mas principalmente com a vida daquilo que acreditamos. Quem se sentiu inundar de alegria, quem viu sua vida florescer, desde que descobriu o Evangelho, sente a necessidade de comunicar a todos a sua experiência. É desse testemunho que nasce, em quem escuta, a necessidade de se aproximar de Cristo e de responder “sim” ao chamado de Deus. O evangelho é um trecho escrito por São Mateus. No tempo de Jesus havia um conjunto de 613 mandamentos. Desses 365 eram proibições e 248 eram ações a serem cumpridas. Jesus, em outra parte do evangelho, fala de “pesos insuportáveis, do jugo pesado que oprime, que cansa, que tira a respiração e a alegria de viver”. Os guias religiosos de Israel ensinavam que todos esses mandamentos tinham a mesma importância e eram igualmente obrigatórios; discutia-se, porém, qual fosse o primeiro e o maior de todos. Jesus resume todos esses preceitos numa dupla manifestação do único e verdadeiro mandamento, o Amor, a Deus e ao Próximo. Nós homens não conseguimos alcançar a Deus diretamente, somente podemos fazê-lo através dos seus filhos. Podemos amá-lo somente amando o homem. Nós amamos a Deus quando nos mantemos numa religiosa escuta da sua Palavra e vivemos como ele indica. Para amar a Deus é preciso prestar atenção e ter disponibilidade para responder em qualquer circunstância às necessidades dos irmãos. O catecismo dos cristãos não é difícil: pode ser aprendido por inteiro numa só lição. Quem cumpriu o mandamento do amor já cumpriu toda a lei. O restante serve como explicação. Jesus deixa claro que não existe um amor a Deus e outro ao próximo. Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento nos faz amar ao próximo com a mesma intensidade. Tudo pode ser muito bom, mas o essencial é a comunhão amorosa e fiel com Deus e a atenção permanente às pessoas. Nosso amor a Deus será uma ilusão se não for uma participação em seu amor e não se expressar no serviço à humanidade. JUVENTUDE Hoje celebra-se o Dia Nacional da Juventude. O objetivo deste dia é refletir sobre a urgente opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude na busca constante de propostas concretas, entre elas; processos de educação e amadurecimento na fé com atenção à espiritualidade, formando de maneira gradual os jovens para a missão, a ação política e a transformação do mundo. Na Diocese de Franca haverá um encontro para “jovens líderes” no dia 9 de novembro. VOLUNTARIADOS No domingo do amor a Deus e ao próximo, vale a pena ressaltar que nas nossas cidades este mandamento tem muitas expressões vivas, como ações particulares e ações comunitárias: muitas pessoas ajudam o próximo silenciosamente e outras se agrupam, trabalhando como voluntários em creches, hospitais, asilos, casas de repouso, etc. Estas pessoas perpetuam no mundo o amor a Deus e ao próximo. Sejam perseverantes. PENSAMENTO “Quem não ama seu irmão que vê, como pode amar a Deus que não vê?” (I Jo 4,20). José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários