Os 13,5 mil francanos que possuem título do Clube Castelinho e estão com mensalidades atrasadas e impedidos de freqüentar o local agora vão poder renegociar suas dívidas. O Conselho Deliberativo do Castelinho aprovou um desconto nas dívidas atrasadas. Quem pagar três mensalidades, independente do número de parcelas vencidas, terá o título de volta e o restante da dívida “perdoado”.
O desconto ainda não tem data para passar a valer. “Conseguimos aprovar a medida no conselho. Agora precisamos nos organizar para atender os interessados. Provavelmente, nas próximas semanas, divulgaremos os detalhes”, disse Clóvis de Castro, diretor.
Atualmente, apenas 1,5 mil associados, ou seja, 10% do quadro total, pagam em dia a parcela de R$ 75.
O representante comercial Ricardo Maurício Bastos, inadimplente há três anos, quer voltar a freqüentar o Castelinho com a sua família, mas antes pretende conferir pessoalmente como está a situação no clube. “Parei de pagar porque estava tudo abandonado e o sócio que mantinha suas obrigações em dia não tinha nenhum benefício, muito pelo contrário, acabava sendo prejudicado. Vou acompanhar de perto, e se valer a pena, voltarei a ser sócio”.
Atualmente, 40% das receitas do Castelinho são provenientes do aluguel do salão de festas do clube, que constantemente recebe shows, palestras e outros tipos de eventos. “Não queremos depender deste dinheiro. Se conseguirmos promover o retorno de 500 associados para o nosso quadro, o clube já será capaz de caminhar com as próprias pernas”, disse Castro.
Outra estratégia adotada pela diretoria para buscar o equilíbrio financeiro foi a demissão de 60 funcionários, que ficaram inativos após o encerramento das atividades do buffet que pertencia ao clube e que fornecia as refeições para as festas e eventos realizados no salão.
PRÉDIO NO CENTRO
A diretoria do Castelinho também trabalha em outra frente para sanear as finanças do clube, cujas dívidas com fornecedores e ex-funcionários chegam a R$ 3 milhões. Em agosto, uma assembléia de associados autorizou a venda da sede social, localizada no centro da cidade, avaliada em R$ 4 milhões.
Segundo Clóvis de Castro, dois interessados em comprar o prédio se manifestaram, mas posteriormente desistiram do negócio. “Tivemos contatos preliminares com as Lojas Americanas e com a Jô Calçados, mas infelizmente eles desistiram. Atualmente estamos em negociações com um investidor, mas tudo está na fase preliminar e não posso revelar nomes”, disse o diretor, que não descarta uma ‘pechincha’ com o comprador para vender o prédio por um preço menor.
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