A tragédia ocorrida na manhã de sexta-feira na Rua Ouvidor Freire também teve efeitos devastadores na Escola “Coronel Francisco Martins”, no Centro de Franca, onde estudam as gêmeas Letícia e Júlia Rezende e seu irmão mais novo, Alexandre Rezende.
Consternados, funcionários e professores evitaram conceder entrevistas. Muitos deles demonstravam abatimento e choravam pelos corredores do colégio. O único que se pronunciou foi o diretor da escola, Antônio Reginaldo Raiz. Segundo ele, as gêmeas Letícia e Júlia, que cursavam a quarta série no período da tarde, eram alunas exemplares e nunca tiveram nenhum tipo de contratempo com os docentes. “Eram crianças calmas e muito educadas que nunca causaram problema algum. É uma tragédia sem precedentes que abalou todos aqui na escola, até porque as vítimas não tiveram nenhuma chance de se defender”.
As gêmeas e o caçula Alexandre eram levados diariamente à escola por sua mãe. Já a responsabilidade de comparecer às reuniões entre pais e professores ficava a cargo da avó Lourdes, que morreu baleada sexta-feira. “Eles sempre foram muito cuidadosos com as crianças. Acredito que a avó comparecia nas reuniões porque a mãe dos meninos possui um salão de beleza e não dispunha de tempo para vir até aqui em outros horários”, disse Raiz.
O diretor disse que apenas as alunas da quarta série que tinham laços de amizade com Letícia e Júlia e que demonstraram qualquer tipo de abalo emocional foram dispensadas da aula no dia da ocorrência.
Já a rotina das crianças que estudam a primeira série na mesma sala de Alexandre não foi alterada com a tragédia. “Eles são muito novos e não têm a dimensão do que aconteceu com o garoto, então optamos por manter as aulas na sala para não causar maiores traumas às crianças”, disse.
Em 1979, Hélder Rezende, que atirou contra a família e depois se matou, havia estudado na mesma escola.
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