Negócio de família é desafio para jovens administradores


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Geraldo Ribeiro com os filhos Ygor e Wainer: sucessão da administração da Opananken está em boas mãos
Geraldo Ribeiro com os filhos Ygor e Wainer: sucessão da administração da Opananken está em boas mãos
Para uma parcela significativa de empresários, o desafio de buscar o lucro e manter a empresa sadia financeiramente só não é maior que a preocupação em vê-la durar anos, décadas, para sempre. Quando chega a vez do fundador do negócio passar o bastão, abre-se um abismo. Afinal, deixar a empresa para os filhos nem sempre capacitados para a empreitada é a melhor saída? Treiná-los e prepará-los desde pequenos é fundamental ou o ideal seria trazer um profissional de fora, alheio às disputas entre irmãos, tios, sobrinhos? A história está repleta com exemplos de sucessões em empresas familiares que não deram certo. Por incapacidade administrativa, inaptidão com os negócios, gestão cercada de interesses conflitantes e até excesso de arrojo, o fato é que no imaginário popular um filho nem sempre mantém o que o pai construiu. Fora do círculo de empresas naufragadas, há ótimos exemplos de negócios administrados em família cuja passagem de pai para filho só fez expandir. Nesta lista entram empresas de Franca como a Chok Doce, Calçados Opananken e Tower Hotel. Atuando em ramos distintos, o que há de comum entre as é que seus fundadores estão deixando o comando que ocuparam por anos e, aos poucos, passando a responsabilidade para os filhos. Para o professor Carlos Bruno Bettarello, 62, que estudou o fenômeno da sucessão em empresas familiares, há riscos muito maiores que apenas a escolha de quem deixar no lugar. “Empresas quebram porque o administrador quer que seu filho seja exatamente como ele foi e que continue a administrar como ele fez, o que nem sempre é possível”, disse. “Nessa hora é preciso deixar o paternalismo de lado e pensar na empresa”.

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