Nos últimos dez anos, o número de sapateiros na cidade cresceu mais de 40% e voltou à média dos 25 mil trabalhadores. O crescimento das vagas registradas no setor é um dos motivos para a comemoração do Dia do Sapateiro, celebrado hoje.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, atualizados até setembro, mostram que Franca tem 25,1 mil sapateiros. Em 1998, esse total era inferior a 14,5 mil trabalhadores. “O setor tem crescido e os trabalhadores têm sido valorizados, isso é muito bom para uma categoria que sofreu várias demissões na metade da década de 90”, disse o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro.
Para o sindicalista, os sapateiros ainda são a maior classe trabalhista da cidade e têm salário compatível aos dos comerciários. Hoje, o piso salarial dos sapateiros é de R$ 520 e a média dos salários alcança os R$ 700. “Estamos trabalhando bastante nas campanhas salariais para reposição da inflação e aumento real do salário. Não estamos deixando a desejar”, disse Ribeiro.
Os números de trabalhadores com carteira registrada em 2008, até o mês passado, é o terceiro melhor dos últimos dez anos. No ano passado e retrasado, o quadro de sapateiros não passou dos 24,5 mil trabalhadores.
Se a situação tem sido favorável, o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) tem projeções ambiciosas de ampliar esse cenário. Nos próximos cinco anos, o sindicato pretende gerar 10 mil vagas de emprego e, com isso, voltar a ter um quadro de 35 mil sapateiros. A meta faz parte do planejamento estratégico até 2013, que deve ser apresentado em novembro. A indústria calçadista da cidade teve, em média, 35 mil trabalhadores na década de 80.
No intuito de alcançar o objetivo, o Sindifranca pretende ampliar o parque fabril e atrair novas empresas, além de fortalecer o crescimento das microempresas existentes na cidade. “Hoje temos um número de 760 empresas no setor e 550 são micros. Se ajudarmos na consolidação dessas empresas, elas terão mais condições de criar novos empregos”, disse o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto.
Paulo Afonso disse não saber desse plano, mas aprovou a iniciativa. “O setor tem crescido e acho louvável essa meta do Sindicato da Indústria. É ambiciosa, mas daremos força para que seja alcançada com criação de vagas de qualidade, com salários justos”.
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