Os moradores da Rua José Ferreira Cândido, no Recanto Elimar, estão sofrendo com um problema inusitado. Um líquido com lama e óleo diesel está entrando nas casas e atingindo plantações. O problema se agrava nos dias de chuva. Indignados com a sujeira, já prestaram queixa na polícia. Eles desconfiam que o problema seja um posto de gasolina nas proximidades. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) vai apurar a denúncia e poderá multar o estabelecimento caso a irregularidade seja comprovada.
Israel Soares Lima, 41, é um dos atingidos. “Toda vez que chove, é este problema. Desce uma lama misturada com óleo e suja tudo. Algumas plantações que eu tinha no quintal foram afetadas. Minha mulher não vence limpar a casa. Está sempre fedendo a óleo. Já reclamei com o dono do posto, mas não tomaram nenhuma providência”.
O problema voltou a se repetir no último domingo. Moradores vizinhos contam que foram obrigados a enfrentar a chuva para tentar conter a invasão da água poluída. “Para não deixar a sujeira entrar na minha casa, peguei um rodo e comecei a rapar debaixo de chuva”, comentou a dona-de-casa Mafalda Luzia.
A residência de Valéria Pereira Rodrigues fica próxima ao terreno do posto. No início da tarde de domingo, estava preparando o almoço quando um lamaçal começou a invadir o quintal. “A água veio com barro e óleo, tudo do posto, porque lá não tem canalização. Além do transtorno, ficamos muito assustados, pois havia o risco da água entrar na minha casa. Desde o ano passado, estamos passando por isto e ninguém faz nada”.
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O gerente do posto, Rogério Faleiros Cândido, foi procurado para falar a respeito. Ele gravou entrevista eximindo a firma de culpa. Horas depois, ligou para a redação informando que não gostaria que a conversa fosse exibida. “Diga apenas que a água vem da rodovia e que não tem nada a ver com o posto. Não sabemos de onde vem o óleo. É impossível que tenha vazado de nosso reservatório”.
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