Dia foi marcado por susto e choro no salão de Valéria


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A cabeleireira Valéria Gomes de Freitas, 37, é proprietária de um salão de beleza localizado na Rua General Carneiro, no Centro, próximo ao Fórum de Franca. O estabelecimento é referência na cidade. Trabalham com ela mais de 30 funcionárias, inclusive sua mãe e uma irmã, que são manicures. Ontem, o dia no salão foi movimentado. Alguns horários foram cancelados, pois muitas funcionárias não tiveram condições de trabalhar. O telefone não parava de tocar. Clientes e conhecidos queriam notícias de Valéria e dos filhos dela. Muitas se surpreenderam ao saber que uma das vítimas da tragédia que estava sendo comentada em toda a cidade era a proprietária do salão. Uma cliente chegou para ser atendida no salão e ficou em estado de choque ao saber que era Valéria. “Não acredito”, repetia. A cabeleireira Daniela Patrocínio, 28, trabalha há sete anos no Valéria Cabeleireira e soube do crime quando seguia para o trabalho. Uma conhecida ligou e avisou. “A Valéria é uma pessoa muito boa, muito humana, quer bem a todo mundo. Nem parece que é patroa. É muito triste tudo isso”, disse ela, enquanto atendia a dezenas de telefonemas no salão. A analista administrativa Roseli Melo, 47, também ficou chocada ao receber a notícia. Ela é cliente do salão e costuma ser atendida no local de 15 em 15 dias. “Faço unha lá e já fiz escova com a Valéria eventualmente. Não sei nada da relação dela. A Valéria é muito discreta. Ela é muito de ouvir e pouco de falar”. A manicure Simone, irmã de Valéria, trabalhou ontem à tarde, mas, exaltada, não quis falar com a reportagem. “Não tenho nada a falar. Não sei de nada. Ela (Valéria) que sabe e quando ela ficar boa ela falará sobre isso”. O salão deve funcionar neste sábado normalmente.

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