O desempregado e seminarista Hélder Massucato Rezende, 46, e a cabeleireira Valéria Gomes Freitas, 37, estavam juntos há cerca de 15 anos. Eles se casaram pouco depois que Hélder se formou seminarista. Hélder e Valéria são pais das gêmeas Letícia e Júlia e do caçula Alexandre.
Segundo o fotógrafo José Andrade, cunhado de Helder e vizinho da mãe dele (sua sogra), o relacionamento dos dois era bom e tinha “discussões normais, como todo casal”. Ele informou que o cunhado já teve problemas com álcool e drogas e estava em depressão, mas que mesmo assim o casal se relacionava bem.
Andrade disse desconhecer as causas da tragédia, mas descarta duas possibilidades. “Posso lhe adiantar que não foi passional nem por nada financeiro”. Os vizinhos desconfiavam que o casal estava separado, pois Valéria levava as crianças e depois buscava quando voltava do salão de cabeleireiro.
“Pelo que a gente sabe, ela não dormia aí. Ele tomava conta das crianças. Mas o único contato meu com ela era do salão, onde era sempre gentil”, disse a assistente social Loredana Moreira, 47, vizinha do lado da casa da família no Jardim Samello Woods. Andrade disse que eles não tinham se separado. A irmã de Valéria, a manicure Simone, foi procurada ontem, mas se negou a conceder qualquer tipo de informação.
CONVÍVIO DIÁRIO
A cabeleireira Daniela Patrocínio, 28, trabalha no salão de Valéria há sete anos e passava nove horas ao lado dela, mas disse que ela era muito discreta e desconhece problemas entre o casal.
“Ele nunca tratou ela mal. Era educado com a gente. Tratava ela super bem, chamava ela, conversava um pouquinho e ia embora quando passava no trabalho. Nunca presenciei uma briga entre os dois”.
Outras funcionárias do salão também disseram nunca ter visto Hélder maltratar a mulher e que tinha carinho com os filhos. “Os filhos eram tudo para ele. Ele cuidava deles enquanto a esposa trabalhava. Sempre queria os filhos por perto dele”, disse uma delas, que estava na porta da Santa Casa ontem à tarde.
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