A tragédia da Ouvidor Freire


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DIA DE AÇÃO - A tragédia ocorrida ontem mobilizou dezenas de policiais. Eles passaram a manhã inteira na casa da família, ou na vizinhança, investigando, colhendo dados e fazendo perícias para tentar entend
DIA DE AÇÃO - A tragédia ocorrida ontem mobilizou dezenas de policiais. Eles passaram a manhã inteira na casa da família, ou na vizinhança, investigando, colhendo dados e fazendo perícias para tentar entend
O que exatamente aconteceu dentro da casa número 2.538 da Rua Ouvidor Freire, na manhã de ontem, ainda é um desafio para a polícia descobrir. Os agentes da divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investigam o que teria motivado o crime. A polícia trabalha com as evidências encontradas no local. A princípio, um surto psicótico teria acometido Hélder Massucato Rezende, 46, que, segundo a própria família, estava depressivo. A Polícia Civil aguarda o laudo dos peritos que deverá apontar como tudo aconteceu dentro do imóvel e também o restabelecimento da saúde da cabeleireira Valéria Gomes, mulher de Hélder, única testemunha que poderá dizer o que o levou a matar a mãe, tentar matar a mulher e os filhos e se suicidar em seguida. Segundo o delegado Márcio Murari, que acompanhou os trabalhos da Polícia Científica na residência, havia manchas de sangue nas camas em dois quartos e na sala, onde Valéria provavelmente foi alvejada. No corredor da casa, que dá acesso aos quartos, os corpos de Hélder e da aposentada Lourdes Massucato. Ambos caídos bem próximos, com os pés encostados uns nos outros. Para a polícia pode ter ocorrido uma discussão na sala da residência. “No cômodo onde Valéria foi encontrada, o sofá estava arrastado e um vaso quebrado. Provavelmente, isso não é oficial, pode ter ocorrido uma discussão na sala. Hélder atirou na mulher ali mesmo e depois foi para os outros cômodos, onde atirou no resto da família”, disse Murari. A polícia também acredita que as crianças estavam dormindo quando foram atingidas pelos disparos. Exceto o garoto Alexandre que, segundo vizinhos, chegou a gritar com o pai antes de ser baleado. “Na cama das meninas havia marcas de sangue nos travesseiros, caracterizando que elas foram atingidas quando ainda estavam deitadas. No quarto ao lado, que seria o do casal, havia um colchonete no chão e na cama de casal outra mancha de sangue. Lá, o menino foi baleado. Uma vizinha disse ter escutado os tiros e depois os gritos do garoto, pedindo para o pai parar. Depois, não ouviu mais nada”, disse o delegado. A ação de Hélder terminou no corredor do imóvel. No local, ele encontrou a mãe saindo do quarto, atirou na cabeça dela à queima-roupa e depois se matou, também com tiro na cabeça. CONFUSÃO O crime mobilizou várias viaturas da Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Civil. Os primeiros a chegarem ao local, foram os PMs. As informações preliminares davam conta que um homem estaria na casa, armado, e que teria baleado cinco pessoas. Todo o quarteirão da Rua Ouvidor Freire foi cercado. O cunhado de Hélder foi quem ligou para o Resgate do Corpo de Bombeiros. Ainda no local, a polícia e os bombeiros não sabiam se o assassino estava dentro da casa com reféns ou escondido em algum cômodo do imóvel. Policiais usaram escudos à prova de balas da Força Tática para entrar na casa. Minutos depois, confirmaram a tragédia. [FOTO2] “Recebemos informações de pessoas baleadas e que o autor poderia estar ainda na casa. Cercamos o local, mas depois veio a confirmação, através do vizinho, que era o rapaz que teria atirado em todos na casa e em seguida se matado”, disse o tenente Waltercir.

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