Ex-seminarista mata a mãe, atira na mulher, nos 3 filhos e se mata


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Hélder Massucato Rezende
Hélder Massucato Rezende
Helder Massucato Rezende, 46, foi um jovem tranqüilo. Chegou a ser seminarista, mas desistiu. Há cerca de 15 anos se casou com Valéria Gomes Freitas Rezende, 37, com quem teve três filhos. A família vivia em uma casa típica de classe média no Jardim Samel Woods. Helder, sempre educado, era visto com freqüência pelos vizinhos brincando com os filhos na rua, poucos desconfiariam que uma instabilidade emocional o estava acometendo e ficando mais evidente a cada dia. Ele teria tentado se matar pelo menos duas vezes. Há cerca de duas semanas, sua mãe o convidou a se mudar com a família para a casa dela. Assim, poderiam ficar juntos e ajudar Helder a superar seus problemas. Era tarde demais. Ontem, ele atirou contra a mãe, a mulher e os três filhos. Depois, se matou. O motivo ainda é uma incógnita e um desafio para a polícia. A tragédia ocorreu por volta das nove horas de ontem na casa dos pais de Helder, na Rua Ouvidor Freire, no Centro da cidade. Todas as pessoas que estavam na casa foram atingidas. Sem depoimentos que possam esclarecer o crime, a polícia trabalha com as evidências encontradas no local. A princípio, a série de tiros começou com uma discussão entre Helder e sua mulher, na sala de estar. Depois de disparar um tiro na cabeça de Valéria, ele foi ao quarto onde estavam as duas filhas gêmeas do casal, Júlia e Letícia, de 10 anos. Atirou nas duas enquanto dormiam. Seguiu para o quarto onde dormia com a mulher e onde estava o filho menor, Alexandre, 7. O menino, de acordo com uma vizinha, teria gritado “pára pai, pára pai”. Ele não parou. Após acertar o filho, Helder encontrou com a mãe, a aposentada Lourdes Massucato, 75, no corredor e a matou com um tiro à queima-roupa. Logo em seguida, atirou na própria na testa. Helder e sua mãe, Lourdes, morreram na hora. Valéria e as crianças foram socorridas e levadas para a Santa Casa. Segundo os médicos que fizeram o atendimento, Valéria chegou ao hospital com uma “confusão mental”, mas ainda consciente. As crianças, em coma profundo. SOCORRO Após os disparos, a irmã de Helder, que mora ao lado, escutou o barulho e foi descobrir o que acontecera. Encontrou a cunhada baleada na sala e chamou o marido, que ligou para a polícia. O pai de Helder, o aposentado Augustinho Rezende Araújo, 77, não estava em casa na hora do crime. Chegou ao local uma hora após a tragédia. Em estado de choque, foi amparado por familiares e atendido por médicos. Segundo o último boletim médico, divulgado às 15 horas de ontem, Valéria passou por uma operação em que a bala foi retirada da região frontal da cabeça e seu estado é “relativamente bom”, com baixo risco de morte. Já as crianças perderam massa encefálica e estão em estado grave. Júlia e Alexandre foram operados. O estado de Letícia é ainda mais grave e, por isso, não foi possível sujeitá-la à cirurgia. Em todos os casos, a bala atingiu a região temporal, e com exceção de Valéria, atravessaram o crânio. Os corpos de Helder e Lourdes estão sendo velados no velório São Vicente de Paula e devem ser enterrados hoje, às 8 horas no cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Francana. [FOTO2] MUITAS DÚVIDAS A polícia ainda trabalha para entender o que aconteceu. “Nós precisamos aguardar a recuperação de Valéria para ouvi-la e saber ao certo o que ocorreu no interior da casa”, disse o delegado Márcio Murari, responsável pelo setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Até mesmo a origem da arma usada no crime ainda será investigada. De acordo com relatos de parentes e vizinhos, Helder sofria de transtornos psicológicos e passava por uma fase de depressão. Colaboraram Marcos de Paula, Gabriel Cicciliani e Pablo Santos Pinto

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