Oktoberfest para todos


| Tempo de leitura: 3 min
Um brinde! Maria Bernardes e Waldomiro Bernardes
Um brinde! Maria Bernardes e Waldomiro Bernardes
O casal de comerciantes Maria Bernardes e Waldomiro Alves Bernardes, ambos com 77 anos, decidiu descansar das atividades do dia-a-dia em Franca e embarcar em busca de descontração e diversão. O destino escolhido não foi nenhum termas, hotel-fazenda ou pousada sossegada onde pudessem relaxar. Na contramão do convencional, eles e mais dezenas de francanos - a maioria bem jovem - seguiram, simplesmente, para a 25ª Oktoberfest, em Blumenau. Ao longo da vida o casal já viajou bastante e conhece muito bem o litoral de São Paulo. Queriam algo diferente. “O Marcelo, da Nena Turismo, freqüenta muito o nosso bar e ele sempre falava: ‘Vocês têm que conhecer, lá é muito bom’. Ele que sugeriu para a gente viajar para lá e decidimos ir”, afirmou Maria. Em plena “Semana do Saco Cheio”, os dois seguiram para o Balneário de Camboriú. Segundo Dona Maria, muito bem dispostos, eles não pensaram duas vezes para embarcar no ônibus que levava os turistas diariamente até a festa de Blumenau. Inspirada na Oktoberfest de Munique, a versão blumenauense nasceu em 1984 e hoje é a segunda maior festa alemã do mundo. Em 18 dias de programação, os moradores de Blumenau mostram para o mundo as suas tradições, a paixão pela dança, pela música e pela gastronomia que carrega os hábitos dos seus antepassados vindos da Alemanha. Tudo regado a milhares de litros de chope. Ao que tudo indica, a Oktoberfest 2008 foi apenas a estréia do casal na maior festa alemã das Américas. “Foi a primeira vez que eu vi uma festa bonita daquele jeito. Nós bebemos chope de tudo quanto foi jeito. Chope claro, escuro. O interessante é que a gente comprava os chopes e ganhava as canecas. Podia levar embora, trouxemos várias”, disse. Seu Waldomiro, carinhosamente chamado de “Vovô” pela turma do ônibus, também adorou a viagem descontraída. “Eu gostei do passeio inteiro. Do hotel, dos lugares em que fomos, da festa”, afirmou. Difícil para ela foi apontar o que mais lhe chamou a atenção em meio a tantas novidades. “Acho que foram as danças da Alemanha. Aquelas moças altas, lindas, muito bem vestidas, com aqueles vestidos longos e bordados. Que coisa mais bonita”. TOUR Mas a Oktoberfest não foi a única grande atração do passeio. Segundo Dona Maria, um guia os acompanhava nas rotas percorridas pela excursão por cidades catarinenses e apresentava a eles os atrativos da região. “Fomos conhecer uma fábrica de malhas em Santa Catarina. Comprei camisetas e trouxe para minha filha e minha neta. São lindas, todas bordadas”, afirmou Maria, lembrando ainda que os netos foram presenteados com típicas canecas de chope. Donos de um bar no Jardim Petráglia, Maria e Waldomiro se assustaram com alguns preços. “A cervejinha que tinha no restaurante na hora do almoço custava R$ 5. Isso nós achamos caro. O resto dos preços são tudo a mesma coisa daqui”. Em casa e renovados, os dois aprovaram a viagem e, se depender da vontade, Oktoberfest 2009 que os aguarde. “É muito gostoso. Quem está pensando em ir pode ir que não vai se arrepender. Para todo mundo que pergunta nós estamos falando que é um dinheiro muito bem aproveitado. Pretendemos voltar, sim”, disse Dona Mari,a com empolgação e voz de felicidade de quem acabou de chegar de um bem sucedido passeio. Com a aventura, o casal gastou cerca de R$ 700 com passagens e hospedagens por pessoa.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários