A diretora da Divisão de Esportes da Prefeitura, Maryssol Gaudenzi, depôs, durante uma hora e meia, na tarde de ontem, no Ministério Público. Ela é investigada pela Promotoria pela utilização de uma nota fiscal fria de R$ 2 mil para supostamente desviar recursos da Afet (Associação Francana de Atletismo), que é mantida com verbas públicas por meio da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura).
Outra denúncia do MP contra Maryssol é que a Afet teria pago sua hospedagem em um hotel em Brasília, sendo que ela não tem vínculo formal com a associação.
O teor do depoimento não foi divulgado oficialmente pelo MP. Mas a reportagem apurou que Maryssol esteve tranqüila durante toda a oitiva, realizada entre 14 e 15h30, e negou que tenha cometido irregularidades.
Seus argumentos, porém, não parecem ter convencido o promotor de Justiça Paulo Borges que deverá, nos próximos dias, pedir a quebra do sigilo bancário da diretora de Esportes.
Também depôs, ontem, no MP, a presidente da Afet, Ana Karolina Donzeli, que se eximiu de responsabilidades sobre a suposta fraude. No depoimento, ela alegou que só assinava os papéis enviados a ela pelo secretário da associação, Carlos Roberto Coelho. Disse, ainda, que preside a Afet a convite de Coelho.
Hoje, Coelho e o tesoureiro Rodrigo dos Santos também serão ouvidos no Ministério Público.
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