Cansados de esperar pela solução dos problemas estruturais em suas residências, que apresentam grandes e inúmeras rachaduras, pelo menos 25 moradores do Jardim Panorama, que conseguiram suas casas próprias em 2005 através do PAR (Plano de Arrendamento Residencial), decidiram se unir e entrar na Justiça para acionar os responsáveis pela construção das moradias e a Caixa Econômica Federal, que financiou o empreendimento.
Na casa da coladeira de peças Rosemary Rodrigues Pinto Diniz, existem rachaduras com mais de 2 centímetros de largura, além de infiltrações. “Moro com meu marido e dois filhos pequenos. Tenho medo de que a minha casa caia. O pior é que, a cada dia, aparece uma nova rachadura. Ninguém faz nada para nos ajudar”.
Recentemente, um funcionário da Infratécnica, empresa responsável pela construção das casas do bairro, fez uma vistoria na casa de Rosemary. Segundo ela, ele propôs uma solução paliativa para o problema das rachaduras. “Eles queriam preencher as rachaduras com gesso ou massa, mas não aceitamos, pois isso não significa a solução”.
As rachaduras também causam pesadelos para a dona de casa Elisângela Costa Veloso Silva. “Sempre que chove minha casa é invadida pela água. Depois, as paredes começam a embolorar. Até agora, a única providência que tomaram foi mandar uma pessoa na minha casa que só passou massa na parede, tampou as rachaduras e foi embora”.
No sábado, dia 25, os moradores do Jardim Panorama que estiverem interessados em ingressar na Justiça para buscar os reparos em suas casas deverão comparecer na Associação de Moradores do bairro, das 9 às 11 horas, portando documentos pessoais e o contrato de arrendamento.
A advogada Érika Valim de Melo será uma das responsáveis pela elaboração da ação judicial. Somente após estudar individualmente os casos é que as providências serão tomadas. “Vamos ter de visitar imóvel por imóvel. Só depois disso é que vamos definir quem será acionado na Justiça. Os problemas são graves e os moradores que pagam por suas casas precisam de uma solução urgente”.
O engenheiro Roberto Latorraca, sócio-proprietário da Infratécnica, disse que os imóveis estão sendo vistoriados por peritos e que, no máximo, em duas semanas será assinado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a empresa e o Ministério Público (leia mais no texto de apoio).
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