Caminho do paraíso perdido


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Edward (de Souza, colunista deste Comércio), como sempre suas crônicas são profundas e nos trazem recordações. O que está em “Mergulhados no medo” (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=35864) eu vivi e um pouco mais, pois sou um pouco mais velho do que você (desculpe o mais velho). Sou remanescente das últimas serestas da velha São Paulo, época em que jovens boêmios perambulavam pelas ruas cantando sambas-canções, valsas e chorinhos nas janelas de moças que não podiam chegar em casa depois das dez horas da noite, salvo em fins de semana, quando aconteciam os bailes e sessões de cinema. Realmente, os modernos meios de comunicação – principalmente a televisão – têm culpa nisso tudo. A ânsia do consumismo exagerado levou o mundo à situação em que está. Poderia ser evitado se os responsáveis pela educação, segurança pública, etc. tivessem acompanhado o movimento que se seguiu após o advento da TV, da informática... Em resultado, os adolescentes não sabem quem descobriu a América, o Brasil e absurdos que vemos todos os anos quando são divulgados os resultados dos vestibulares. “Águas passadas não movem moinho”, diz a sabedoria popular. São jornalistas e escritores como você que irão, pouco a pouco, mostrar o caminho de retorno para o paraíso perdido. “Lembrar, deixa-me lembrar, meus tempos de rapaz no Braz, nas noites de seresta (...)”. J. Morgado São Paulo - SP

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