A greve da Polícia Civil, iniciada no dia 16 de setembro, vai continuar, mesmo com o governo tendo apresentado uma proposta na Assembléia Legislativa. Ontem, a Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo) reuniu seus membros para discutir a proposta e decidiu não aceitá-la.
A proposta apresentada prevê dois aumentos de 6,5%, um em 2009 e outro em 2010, além de mudanças na aposentadoria e nos benefícios recebidos.
Com a manutenção da greve, uma série de manifestações está marcada para ser realizada hoje em todo o Estado. Os policiais de Franca também devem protestar, o que até agora não ocorreu na cidade, mas não foi divulgado o local e nem o horário.
As manifestações de rua de hoje serão as primeiras desde o confronto entre policiais civis e militares, ocorrido na última quinta-feira, 16, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, onde cerca de 30 pessoas ficaram feridas.
Para tentar evitar um novo confronto, o Deinter 3 (Departa-mento de Polícia Judiciária do Interior - Ribeirão Preto) enviou um comunicado à Delegacia Seccional proibindo policiais, mesmo os que estão de folga ou férias, de ir a São Paulo nesta quinta-feira. A Adpesp disse que analisaria o comunicado para avaliar se ele se enquadraria como abuso de autoridade.
Os grevistas fizeram uma proposta inicial de 60% de aumento, quando o governo ofe-recia apenas 6,2%. Depois da negativa do Estado em negociar, os civis refizeram a proposta, solicitando um aumento de 15% neste ano e dois aumentos de 12%, em 2009 e 2010.
O governo sustentava que não negociaria com grevistas, mas voltou atrás e enviou a nova proposta, que está sob discussão.
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